Gigante química fecha acordo de 15 anos para gerar energia solar em MS

Parceria entre Unipar e Casa dos Ventos prevê duas usinas de 80 MW em Paraíso das Águas e reforça protagonismo do Estado na transição energética

Redação MSConecta - Gabriela Porto
24/02/2026 11h00 - Atualizado há 1 semana
Gigante química fecha acordo de 15 anos para gerar energia solar em MS
Projeto de geração eólica da Casa dos Ventos na Bahia - Foto: Divulgação/Casa dos Ventos
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Mato Grosso do Sul se destaca como um novo polo de energia renovável no Brasil com a instalação de duas usinas solares em Paraíso das Águas, resultado de uma parceria entre a Unipar e a Casa dos Ventos, somando 160 MW de capacidade.

O projeto faz parte de um investimento de R$ 5,12 bilhões e inclui outras usinas em Campo Grande e Paranaíba, prevendo crucial contribuições para a matriz energética local e elevando o estado a um dos dez maiores geradores de energia solar do país.

A iniciativa também reflete a estratégia da Unipar de aumentar a autogeração de energia, já que 80% do consumo da companhia no Brasil é de fontes renováveis, enquanto a Casa dos Ventos expande sua atuação no setor solar.

Mato Grosso do Sul posiciona-se como novo polo estratégico da energia renovável no Brasil com a confirmação de duas usinas solares em Paraíso das Águas, resultado de uma joint venture entre a petroquímica Unipar e a desenvolvedora Casa dos Ventos.

O projeto prevê a instalação de duas unidades com capacidade de 80 megawatts cada, totalizando 160 MW, dentro do Complexo Paraíso Solar. O contrato firmado entre as empresas terá duração de 15 anos e garantirá à Unipar o fornecimento de 33 megawatts médios de energia a partir de 2028.

Expansão industrial com energia limpa

A iniciativa está alinhada ao plano de expansão da Unipar, uma das maiores produtoras de cloro, soda cáustica e PVC da América do Sul. A empresa vem reforçando sua estratégia de autoprodução de energia desde 2019, buscando reduzir custos operacionais e ampliar a sustentabilidade da operação.

Atualmente, cerca de 80% da energia consumida pela companhia no Brasil já é proveniente de autogeração renovável. Com o novo contrato em Mato Grosso do Sul, o volume destinado às fábricas da empresa chegará a aproximadamente 192 MW médios.

O acordo também prevê a possibilidade de aquisição de 9,8% de participação na empresa responsável pelo empreendimento, fortalecendo o vínculo societário no projeto.

Pacote bilionário em MS

As duas usinas em Paraíso das Águas integram um pacote maior de investimentos da Casa dos Ventos no Estado, estimado em R$ 5,12 bilhões. Ao todo, três usinas solares serão implantadas em Mato Grosso do Sul, com capacidade total de aproximadamente 1,5 gigawatt (GW).

Além de Paraíso das Águas, os projetos contemplam Campo Grande e Paranaíba. As primeiras unidades devem entrar em operação entre junho e julho do próximo ano, enquanto a terceira está prevista para setembro de 2027.

O complexo poderá suprir até 63% do consumo atual de energia do Estado, um volume significativo para a matriz energética sul-mato-grossense.

Estado mira liderança nacional

Segundo dados da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), os novos empreendimentos devem posicionar Mato Grosso do Sul entre os dez maiores geradores de energia solar do Brasil.

O Estado já ocupa posição de destaque na geração a partir da biomassa da cana-de-açúcar e de florestas plantadas. A diversificação com grandes projetos solares amplia a competitividade regional e fortalece a atração de indústrias eletrointensivas.

Estratégia corporativa e mercado

Esta será a quarta joint venture da Unipar no segmento de geração renovável no país. A empresa já mantém empreendimentos eólicos no Nordeste e participação em complexo solar em Minas Gerais.

Para a Casa dos Ventos, tradicionalmente reconhecida pela atuação em energia eólica, o projeto marca um passo decisivo na consolidação de sua estratégia solar em larga escala.

A movimentação ocorre em um momento de crescente demanda por energia limpa por parte da indústria, pressionada por metas ambientais e por exigências de cadeias globais de fornecimento.

Com o novo complexo, Mato Grosso do Sul amplia sua inserção no mapa nacional da transição energética e fortalece sua posição como destino de investimentos bilionários em infraestrutura sustentável.


FONTE: Redação MSConecta
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