Os setores industriais intensivos em energia de Mato Grosso do Sul, como papel e celulose, alumínio e cimento, têm desafios para reduzir a pegada de carbono e cumprir as metas de descarbonização até 2035. A indústria e uso de energia são responsáveis por 8,8% das emissões de GEE no Brasil, com setores "hard to abate" representando mais de 80% desse total. Medidas de eficiência energética e o aumento do uso de energias renováveis estão sendo implementadas, contando com investimentos estimados em R$ 40 bilhões para modernização e geração de empregos. Essas ações visam tornar o estado mais competitivo e alinhado às metas de redução de emissões do Brasil.
Setores industriais intensivos em energia em Mato Grosso do Sul, como papel e celulose, alumínio, químico e cimento, enfrentam desafios para reduzir sua pegada de carbono e atender às metas nacionais de descarbonização até 2035.
De acordo com o Sistema de Registro Nacional de Emissões (Sirene), a indústria e uso de energia respondem por 8,8% das emissões de GEE no Brasil, e setores “hard to abate” representam mais de 80% desse total. Em MS, fábricas de papel, alumínio e pequenas plantas químicas são diretamente impactadas por essas exigências.
Os setores colaboram com o MDIC no Plano Setorial de Mitigação da Indústria, adotando medidas como eficiência energética, gestão de resíduos e maior uso de energias renováveis. No estado, o crescimento de usinas solares e biomassa cria oportunidades para que a indústria local reduza emissões e aumente competitividade.
Na iniciativa Nova Indústria Brasil, missão 5 define metas para bioeconomia e descarbonização, alinhadas às NDCs brasileiras, que preveem corte de 59% a 67% das emissões até 2035, equivalentes a 850 milhões a 1,05 bilhão de toneladas de CO₂ equivalente.
A CNI estima que seriam necessários R$ 40 bilhões em investimentos para que os setores de alto consumo energético reduzam suas emissões a médio e longo prazo. Para MS, isso representa chance de modernizar fábricas, gerar empregos e consolidar a produção sustentável, tornando o estado mais competitivo no cenário nacional e internacional.