Operações anticorrupção atingem 14 prefeituras de MS

Presidente da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul afirma que ações impactam a estabilidade administrativa

- MSConecta
15/02/2026 22h02 - Atualizado há 3 semanas
Operações anticorrupção atingem 14 prefeituras de MS
A Assomasul informou que tem reforçado a orientação técnica e preventiva aos gestores públicos - Arquivo / Divulgação / Reprodução Correio
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Nos últimos 14 meses, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, através do Gaeco e Gecoc, realizou operações contra corrupção e fraudes em 14 prefeituras do Estado, incluindo Campo Grande e Três Lagoas.

Avejações como a operação “Cartas Marcadas” resultaram em 46 mandados de busca e apreensão, envolvendo uma organização criminosa que movimentou R$ 9 milhões em Corguinho e Rio Negro.

A operação “Lucro Certo” revelou contratos sem licitação em Coxim, onde mais de R$ 1,5 milhão foram pagos a um escritório de advocacia sem serviços de retorno.

Nos últimos 14 meses, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), deflagrou operações contra crimes como corrupção passiva, fraude em licitação e peculato em 14 prefeituras do Estado.

As investigações alcançaram os municípios de Água Clara, Aquidauana, Bonito, Corguinho, Coxim, Campo Grande, Itaporã, Jardim, Miranda, Rio Negro, Rochedo, Sidrolândia, Terenos e Três Lagoas.

O presidente da Assomasul, Thalles Henrique Tomazelli, afirmou que o volume de operações em pouco mais de um ano chama atenção e causa preocupação, por impactar a estabilidade administrativa dos municípios. A entidade informou que tem reforçado a orientação técnica e preventiva aos gestores públicos, defendendo transparência e segurança jurídica.

Nesta semana, novas ações foram deflagradas. A operação “Cartas Marcadas” cumpriu 46 mandados de busca e apreensão, além de afastamentos de cargos públicos e suspensões de contratos, por determinação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. A investigação apontou a existência de organização criminosa instalada em Corguinho e Rio Negro, que teria movimentado cerca de R$ 9 milhões nos últimos três anos.

Já a operação “Lucro Certo” apurou contratos firmados sem licitação entre o município de Coxim e um escritório de advocacia para recuperação de créditos de ICMS. Segundo o MPMS, mais de R$ 1,5 milhão foi pago à empresa sem que houvesse prestação de serviços ou retorno financeiro aos cofres públicos.


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