Frete rodoviário inicia 2026 em alta e atinge média de R$ 7,61 por KM

Aumento do ICMS sobre combustíveis e reajuste do piso mínimo pressionaram os custos do transporte

- Redação MSConecta
14/02/2026 14h59 - Atualizado há 4 semanas
Frete rodoviário inicia 2026 em alta e atinge média de R$ 7,61 por KM
Os dados são do Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR)
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No final de janeiro de 2026, o preço médio do frete rodoviário no Brasil foi de R$ 7,61 por quilômetro, com alta de 2,28% em relação ao mês anterior, devido ao aumento do ICMS sobre combustíveis. Apesar da redução no preço do diesel pela Petrobras, os custos operacionais das transportadoras continuaram elevados, com o diesel comum a R$ 6,25 e o S-10 a R$ 6,27. Além disso, a nova tabela do piso mínimo do frete, implementada em 20 de janeiro, trouxe um reajuste superior a 3%, afetando parcialmente os preços em janeiro e com expectativa de continuar sendo refletido nos próximos meses.

O preço médio do frete rodoviário no Brasil fechou janeiro de 2026 em R$ 7,61 por quilômetro rodado, alta de 2,28% em relação a dezembro de 2025. O resultado marca o terceiro avanço mensal consecutivo, segundo o Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), calculado com base em dados da plataforma Repom.

A elevação registrada no início do ano está ligada, principalmente, ao aumento do ICMS que incide sobre os combustíveis. Embora a Petrobras tenha anunciado redução no preço-base de venda às distribuidoras em janeiro, o impacto tributário acabou neutralizando o efeito da queda nas bombas.

Com isso, os custos do transporte permaneceram pressionados, influenciando diretamente o valor cobrado pelo frete.

Diesel também registrou alta

O comportamento do diesel ao longo de janeiro reforça esse cenário. Dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) mostram que o diesel comum teve alta média de 0,97% no período, sendo comercializado a R$ 6,25 por litro. Já o diesel S-10 subiu 0,80%, com preço médio de R$ 6,27.

A variação, ainda que moderada, contribuiu para manter elevados os custos operacionais das transportadoras.

Piso mínimo impacta cálculo

Outro fator que influenciou o resultado foi a entrada em vigor da nova tabela do piso mínimo do frete, publicada em 20 de janeiro. O reajuste foi superior a 3% e incluiu alterações na metodologia de cálculo dos valores mínimos.

Como a atualização passou a valer apenas na segunda quinzena do mês, o impacto foi parcial em janeiro, mas a expectativa é de que continue refletindo nos preços ao longo dos próximos meses.

O Índice de Frete Rodoviário considera dados de milhões de transações anuais de frete e vale-pedágio administradas pela plataforma Repom, utilizada no mercado de transporte rodoviário de cargas.


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