Em janeiro de 2026, o custo de vida em Campo Grande apresentou uma alta de 0,48%, superando a média nacional de 0,33%. A inflação acumulada em 12 meses é de 3,60%, com aumento em oito dos nove grupos analisados, sendo Transportes o principal responsável pela elevação, impulsionado por combustíveis. O grupo Alimentação e bebidas foi o único a apresentar queda (-0,05%), ajudando a conter a inflação. Outro destaque foi o recuo de 0,03% na Educação, marcando a terceira queda consecutiva.
O custo de vida começou 2026 em alta em Campo Grande. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação medido pelo IBGE, avançou 0,48% em janeiro. O resultado representa aceleração em relação a dezembro de 2025, quando a taxa havia sido de 0,17%.
O índice da Capital também ficou acima da média nacional, que registrou alta de 0,33% no mesmo período. No acumulado de 12 meses, a inflação em Campo Grande soma 3,60%, conforme os dados divulgados para janeiro.
Dos nove grupos pesquisados, oito apresentaram aumento. A única queda foi registrada em Alimentação e bebidas, o que ajudou a conter um avanço mais expressivo da inflação no mês.
O grupo Transportes teve alta de 0,54% e foi o principal impacto no bolso do consumidor em janeiro. O resultado foi impulsionado principalmente pelos combustíveis: a gasolina subiu 2,05% e o etanol, 3,32%. O carro novo também ficou mais caro, com reajuste de 1,12%.
Por outro lado, houve algum alívio em serviços ligados à mobilidade. O transporte por aplicativo apresentou queda de 22,35%, enquanto as passagens aéreas recuaram 7,44%, o que ajudou a evitar uma alta ainda maior no grupo.
Em Habitação, a variação foi de 0,59%. O principal fator de pressão foi o reajuste de 3,98% na taxa de água e esgoto, aplicado no início de janeiro.
Parte desse impacto, no entanto, foi compensada pela queda de 1,18% na energia elétrica, reflexo da mudança de bandeira tarifária, janeiro operou com bandeira verde, após a bandeira amarela em dezembro.
Embora Transportes tenha exercido maior peso no orçamento, o grupo com maior variação percentual foi Vestuário, com alta de 1,25%.
Entre os itens que mais subiram estão joias (3,58%) e camisas masculinas (2,67%). Em contrapartida, houve recuo em produtos como calças femininas e sapatos masculinos, o que amenizou parcialmente o avanço do grupo.
Outros segmentos contribuíram para a alta do IPCA na Capital. Em Comunicação, o índice subiu 1,01%, puxado pelo aumento de 4,65% nos aparelhos telefônicos e reajustes em planos de TV e internet.
Já em Artigos de residência, a alta foi de 0,87%, com destaque para ar-condicionado (3,13%) e ventiladores (3,08%), movimento típico do período de maior demanda por conta do calor.
O grupo Saúde e cuidados pessoais avançou 0,68%, com perfumes e maquiagens registrando aumentos superiores a 3,5%.
O principal fator de contenção da inflação em janeiro foi o grupo Alimentação e bebidas, único a registrar queda (-0,05%).
A alimentação no domicílio recuou 0,23%, com reduções expressivas em itens básicos do dia a dia, como arroz (-5,21%), frango em pedaços (-4,59%) e leite longa vida (-3,60%).
Nem todos os produtos, porém, ficaram mais baratos. O tomate disparou 22,03%, enquanto a batata-inglesa subiu 7,79%.
Além disso, comer fora de casa continuou mais caro: a alimentação fora do domicílio avançou 0,50%, com aumento nos preços de lanches e refeições.
O grupo Educação apresentou leve recuo de 0,03%, registrando o terceiro mês consecutivo de queda. Entre os itens com redução estão cadernos (-1,32%) e autoescola (-1,25%), embora livros não didáticos tenham apresentado alta.
Os dados do IPCA de janeiro de 2026, divulgados pelo IBGE, mostram que combustíveis, itens domésticos e vestuário pressionaram o orçamento das famílias campo-grandenses no início do ano. O recuo em parte dos alimentos, no entanto, funcionou como um freio e impediu que a inflação fosse ainda mais elevada no mês.