Carnaval 2026 deve movimentar R$ 25,2 milhões em Campo Grande, aponta CDL e FCDL-M

Pesquisa revela impacto do feriado no comércio, serviços e turismo da Capital

- Redação MSConecta
09/02/2026 18h12 - Atualizado há 1 mês
Carnaval 2026 deve movimentar R$ 25,2 milhões em Campo Grande, aponta CDL e FCDL-M
O feriado movimenta renda, fortalece o comércio local e contribui para o desenvolvimento econômico - Foto: Divulgação Google
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O Carnaval de 2026 em Campo Grande deve gerar R$ 25,2 milhões, com um crescimento de 5% em relação ao ano anterior, segundo pesquisa da FCDL-MS. O evento atrai turistas de cidades vizinhas, aumentando o consumo em comércio e serviços, com um gasto médio de R$ 550 por morador. A festa não apenas movimenta a economia local, mas também tem um impacto significativo na arrecadação de impostos, especialmente o ISS e ICMS. Para garantir o sucesso do Carnaval e sua contribuição econômica, são fundamentais investimentos em infraestrutura e segurança.

O Carnaval de 2026 deve movimentar R$ 25,2 milhões em Campo Grande, segundo levantamento realizado pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul (FCDL-MS) e pela CDL Campo Grande, com suporte técnico do SPC Brasil.

A pesquisa foi realizada entre os dias 21 e 24 de janeiro, por meio de entrevistas telefônicas com 570 consumidores da Capital e do interior do estado, e indica um crescimento estimado de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os dados revelam que a Capital concentra o maior volume interno de consumo do Estado durante o feriado, especialmente em função do deslocamento de moradores de municípios do interior, aumentando significativamente a circulação de consumidores.

Turistas do interior impulsionam o consumo

O levantamento aponta que o público que visita Campo Grande durante o Carnaval vem principalmente de Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã, Corumbá e Naviraí. Esse movimento impacta diretamente o ritmo do comércio, dos serviços e da rede hoteleira da cidade.

“O Carnaval interfere diretamente no faturamento do varejo. Quando há estrutura e organização, o consumidor permanece na cidade, compra no comércio local e utiliza serviços”, afirma o presidente da CDL Campo Grande, Adelaido Figueiredo.

Entre os moradores da Capital, o gasto médio previsto é de R$ 550 por pessoa, destinado principalmente a alimentação fora do lar, vestuário, calçados, transporte por aplicativo e lazer. Esse consumo gera efeito direto na arrecadação municipal, especialmente por meio do Imposto Sobre Serviços (ISS).

Impacto na economia estadual e arrecadação de impostos

No cenário estadual, o aumento das vendas em setores como moda, calçados, papelarias e livrarias também influencia a arrecadação do ICMS, devido à presença de consumidores vindos do interior.

A projeção econômica do levantamento indica que cada real investido na realização do Carnaval gera retorno de até sete vezes para a cadeia produtiva, considerando comércio, serviços e fornecedores.

Segundo a presidente da FCDL-MS, Inês Santiago, o período carnavalesco ativa uma cadeia econômica que envolve todo o Estado.

“Há impacto no comércio, nos serviços, no transporte e no turismo, com circulação de renda entre municípios e aumento da atividade econômica regional”, afirma.

Turismo e consumo movimentam shoppings e polos gastronômicos

Além da programação carnavalesca, parte do público aproveita o feriado para realizar compras. Shoppings, polos gastronômicos e corredores comerciais aparecem entre os locais mais procurados pelos consumidores.

O feriado também coincide com a fase final das compras de Volta às Aulas, mantendo o movimento em livrarias e papelarias, além da procura por roupas e calçados.

Segundo as entidades, o comércio está preparado para atender à demanda prevista, mas o desempenho econômico depende diretamente da organização do evento.

Infraestrutura, segurança e apoio aos blocos são essenciais

Investimentos em infraestrutura urbana, segurança, mobilidade e apoio às escolas de samba e blocos de rua são considerados essenciais para manter o público na cidade e garantir estabilidade ao setor produtivo.

A pesquisa evidencia que o Carnaval é mais que uma festa cultural: é um motor de economia para Campo Grande e todo Mato Grosso do Sul, beneficiando comerciantes, prestadores de serviços e o turismo regional.

O feriado movimenta renda, fortalece o comércio local e contribui para o desenvolvimento econômico, mostrando que a folia também tem impacto direto na economia da Capital.


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