Mato Grosso do Sul avançou na indústria de celulose com o lançamento da pedra fundamental da ferrovia do Projeto Sucuriú, que conectará a fábrica da Arauco à Malha Norte. Com 54 quilômetros de extensão, essa será a primeira short line do Brasil, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade. O governador destacou que os investimentos em infraestrutura atraem grandes projetos, gerando empregos e desenvolvimento econômico. O novo marco regulatório de 2021 possibilitou este projeto, que Deve transportar 3,5 milhões de toneladas de celulose anualmente. Além disso, a construção de um gasoduto e melhorias em rodovias complementam essa estratégia logísticamente eficaz.
Mato Grosso do Sul dá mais um passo estratégico para consolidar sua posição como referência global na indústria de celulose. O lançamento da pedra fundamental da ferrovia do Projeto Sucuriú, realizado nesta sexta-feira (6) em Inocência, marca o início de uma nova fase de integração logística e desenvolvimento econômico no chamado Vale da Celulose.
Com 54 quilômetros de extensão, a ferrovia será a primeira short line do Brasil, conectando diretamente a fábrica de celulose da Arauco à Malha Norte, operada pela Rumo. O modelo reduz a dependência do transporte rodoviário, amplia a segurança operacional e diminui custos logísticos, tornando a produção local mais competitiva no mercado internacional.
O governador Eduardo Riedel ressaltou que a política de investimentos em infraestrutura tem sido decisiva para atrair grandes projetos industriais. Segundo ele, a integração entre ferrovias, rodovias e gasodutos cria um ambiente favorável à expansão econômica e à geração de empregos.
“O Estado tem feito sua parte com investimentos robustos em logística. Só em rodovias, concessões e projetos estruturantes, são mais de R$ 10 bilhões aplicados. Isso garante segurança, eficiência e competitividade para quem produz em Mato Grosso do Sul”, afirmou.
A ferrovia do Projeto Sucuriú foi viabilizada a partir do novo marco regulatório das ferrovias, instituído em 2021, que permite maior participação do setor privado na implantação de ramais ferroviários. As obras devem ser concluídas no segundo semestre de 2027, sendo nove quilômetros dentro do complexo industrial e outros 45 quilômetros até a conexão com a Malha Norte.
A expectativa é que 3,5 milhões de toneladas de celulose sejam transportadas anualmente pelo novo ramal, com destino principalmente ao Porto de Santos.
Durante o evento, também foi autorizada a construção do gasoduto Três Lagoas–Inocência, com investimento de cerca de R$ 170 milhões, garantindo fornecimento de gás natural para a planta industrial da Arauco.
Outro destaque foi a pavimentação de acessos na MS-377, além da assinatura do contrato de concessão da Rota da Celulose, que reúne importantes rodovias estaduais e federais. O pacote rodoviário prevê R$ 10,1 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos, incluindo duplicações e melhorias operacionais.
A fábrica da Arauco em Inocência é um dos maiores investimentos privados em curso no Estado, com aporte estimado em US$ 4,6 bilhões. Durante a fase de construção, o projeto deve empregar mais de 14 mil trabalhadores, além de gerar cerca de 6 mil empregos na fase operacional.
Para autoridades federais presentes, o projeto simboliza um novo ciclo de desenvolvimento. A ministra Simone Tebet destacou que Mato Grosso do Sul vive um momento histórico de investimentos públicos e privados, enquanto o ministro Renan Filho enfatizou que a ampliação da infraestrutura ferroviária aproxima o Estado dos grandes centros exportadores.