Presidente da Fiems diz na CNN que MS virou referência em investimento privado

- Gabriela Porto
05/02/2026 16h18 - Atualizado há 1 mês
Presidente da Fiems diz na CNN que MS virou referência em investimento privado
Foto: Divulgação Youtube Canal - CNN Money
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O presidente da Fiems, Sérgio Longen, destacou que o ambiente de negócios em Mato Grosso do Sul tem sido crucial para atrair investimentos privados e fortalecer a economia do estado. Ele enfatizou a importância da previsibilidade institucional, segurança jurídica e diálogo entre o setor produtivo e o governo, que geraram cerca de R$ 90 bilhões em investimentos já contratados. Longen também abordou a necessidade de uma reforma tributária equilibrada e flexibilidade na jornada de trabalho, visando aumentar a competitividade sem comprometer empregos. O trabalho conjunto de diferentes entidades tem sido fundamental para garantir suporte aos novos empreendimentos.

O ambiente de negócios construído ao longo dos últimos anos em Mato Grosso do Sul foi apontado como fator decisivo para a atração de investimentos privados e para o fortalecimento da economia estadual. A avaliação é do presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), Sérgio Longen, em entrevista concedida à CNN Money nesta quarta-feira (5).

Segundo Longen, o Estado avançou significativamente na criação de um cenário mais previsível para quem deseja investir, com regras claras, segurança jurídica e diálogo permanente entre o setor produtivo e o poder público. Esse conjunto de fatores, na avaliação do dirigente, tem permitido que Mato Grosso do Sul se consolide como um dos principais destinos de investimentos privados no Brasil.

Previsibilidade como ativo econômico

Durante a entrevista, Longen ressaltou que a previsibilidade institucional é um dos maiores ativos econômicos do Estado. Para ele, a estabilidade nas regras e a disposição para o diálogo reduzem riscos, aumentam a confiança dos investidores e aceleram decisões de longo prazo.

O presidente da Fiems destacou que a construção desse ambiente não é resultado de uma única entidade, mas de uma atuação articulada entre diferentes instituições representativas do setor produtivo, em parceria com o governo estadual.

Atuação conjunta fortalece o Estado

De acordo com Longen, entidades como Fiems, Famasul, Fecomércio e Sebrae têm atuado de forma integrada para criar condições favoráveis à implantação e ao acompanhamento de novos empreendimentos. Esse trabalho conjunto, segundo ele, tem sido fundamental para garantir que os investimentos encontrem suporte técnico, institucional e operacional desde a fase de implantação.

O resultado desse esforço é um volume expressivo de investimentos privados já contratados ou em execução no Estado, distribuídos em diferentes setores da economia.

Carteira bilionária de investimentos

Durante a entrevista, Longen mencionou que Mato Grosso do Sul concentra atualmente cerca de R$ 90 bilhões em investimentos privados. Os aportes estão espalhados por áreas como indústria, bioenergia, celulose, logística e agronegócio, refletindo a diversificação da base produtiva estadual.

Para o presidente da Fiems, esse volume só é possível porque o Estado oferece condições para que os empreendimentos não apenas se instalem, mas se desenvolvam com previsibilidade e acompanhamento constante.

Reforma tributária no centro do debate

Outro ponto abordado na entrevista foi a reforma tributária. Longen defendeu que a implementação do novo sistema ocorra de forma equilibrada, preservando a competitividade da indústria brasileira e evitando impactos negativos sobre a atração de investimentos e a geração de empregos.

Segundo ele, o desafio é garantir que a reforma cumpra o objetivo de simplificar o sistema tributário sem comprometer a capacidade do país de competir internacionalmente.

Confiança no médio prazo

Apesar das incertezas naturais do processo de transição, Longen demonstrou confiança nos efeitos positivos da reforma no médio prazo. Ele afirmou que as federações de indústria de todo o país estão organizadas para apoiar o setor produtivo, promovendo a transferência de conhecimento e orientando as empresas sobre as mudanças.

Na avaliação do dirigente, o novo sistema tende a tornar o Brasil mais competitivo, desde que a implementação seja conduzida com responsabilidade e diálogo.

Debate sobre jornada de trabalho

Ao comentar a discussão sobre a escala de trabalho 6x1, Longen defendeu que o tema seja tratado com flexibilidade e negociação. Para ele, cada setor possui características próprias, e soluções padronizadas podem comprometer produtividade e empregos.

O presidente da Fiems destacou que o equilíbrio entre competitividade, eficiência produtiva e proteção ao emprego deve nortear qualquer mudança nas regras trabalhistas.

Para Longen, a combinação entre ambiente de negócios estruturado, diálogo institucional e planejamento de longo prazo coloca Mato Grosso do Sul em posição estratégica para continuar atraindo investimentos e fortalecendo sua economia.

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