As novas regras de segurança do Pix, que entraram em vigor, incluem a versão 2.0 do Mecanismo Especial de Devolução, permitindo um rastreamento mais eficiente de transferências suspeitas. Agora, os bancos devem seguir o dinheiro mesmo após ele sair da conta do golpista, aumentando as chances de bloqueio e devolução para as vítimas. Além disso, informações sobre contas envolvidas em fraudes poderão ser compartilhadas entre instituições, possibilitando a devolução de valores em até 11 dias após a contestação. O autoatendimento para contestar transações suspeitas também foi ampliado, permitindo que usuários solicitem devoluções de forma rápida e sem assistência pessoal.
As novas regras de segurança do Pix entraram em vigor nesta semana e passam a ser obrigatórias para todas as instituições financeiras. A principal mudança é a implementação da versão 2.0 do Mecanismo Especial de Devolução, que amplia o rastreamento de valores transferidos por meio de golpes ou falhas operacionais.
Com a atualização, os bancos passam a ter a obrigação de acompanhar o percurso do dinheiro mesmo depois que ele sai da conta originalmente utilizada pelo golpista, o que aumenta significativamente as chances de bloqueio e devolução dos valores às vítimas.
Até então, a devolução de valores só era possível se ainda houvesse saldo disponível na conta utilizada na fraude. Na prática, isso dificultava a recuperação, já que criminosos costumam transferir ou sacar o dinheiro rapidamente para outras contas.
Com as novas regras, o sistema passa a rastrear com mais precisão o caminho percorrido pelo dinheiro, permitindo a tentativa de bloqueio mesmo após sucessivas transferências. Segundo o Banco Central, a medida fortalece o combate às fraudes e reduz a impunidade no uso indevido do sistema.
A expectativa da autoridade monetária é que o aprimoramento do mecanismo ajude na identificação de contas usadas para crimes financeiros e impeça que elas continuem sendo utilizadas em novos golpes.
De acordo com o Banco Central, as informações sobre contas envolvidas em transações suspeitas poderão ser compartilhadas entre as instituições participantes do Pix. Esse intercâmbio permitirá a devolução de recursos em até 11 dias após a contestação feita pelo usuário.
Quando anunciou as mudanças, ainda em 2025, o BC destacou que o novo modelo aumenta a eficiência do sistema e amplia a proteção aos usuários do Pix, que hoje é o meio de pagamento mais utilizado no país.
Outra medida que reforça a segurança é a ampliação do autoatendimento para contestação de transações. Desde 1º de outubro do ano passado, todos os bancos e instituições financeiras são obrigados a oferecer, dentro do ambiente Pix de seus aplicativos, uma funcionalidade específica para contestar operações suspeitas.
Por meio desse canal, o próprio usuário pode solicitar a devolução de valores sem necessidade de atendimento humano, o que agiliza o processo e aumenta a chance de ainda haver recursos disponíveis para bloqueio.
Segundo o Banco Central, o autoatendimento do Mecanismo Especial de Devolução traz mais rapidez e eficiência à apuração de fraudes, fortalecendo a confiança no sistema de pagamentos instantâneos.