Conselho do FCO aprova 73 pedidos de financiamento e libera R$ 129 milhões para MS

Fundo Constitucional do Centro-Oeste mantém ritmo elevado de investimentos após injetar volume recorde de R$ 3,24 bilhões no Estado no ano passado

- Gabriela Porto
02/02/2026 22h51 - Atualizado há 1 mês
Conselho do FCO aprova 73 pedidos de financiamento e libera R$ 129 milhões para MS
A Semadesc avalia que o FCO continuará sendo uma das principais ferramentas de fomento ao desenvolvimento de MS. - Foto: Divulgação
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O Ceif/FCO aprovou 73 cartas-consultas para financiamentos de R$ 129.300.536,29 em Mato Grosso do Sul, focando no crescimento dos setores Empresarial e Rural. O estado conta com R$ 3,1 bilhões disponíveis para 2026, com 50% para o FCO Rural e 50% para o FCO Empresarial. O desempenho do FCO em 2025 foi recorde, injetando R$ 3,240 bilhões, com destaque para o setor Rural, que recebeu 75% do total. O Ceif/FCO tem um papel crucial em promover o desenvolvimento sustentável e produtivo no estado.

O Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo Fundo Constitucional do Centro-Oeste (Ceif/FCO) aprovou, na primeira reunião de 2026, um total de 73 cartas-consultas que pleiteiam R$ 129.300.536,29 em financiamentos para Mato Grosso do Sul. Os recursos contemplam projetos dos setores Empresarial e Rural, considerados estratégicos para a manutenção do crescimento econômico do Estado.

Do total de propostas aprovadas, 18 cartas-consultas são destinadas ao setor Empresarial, somando R$ 46.163.801,13, enquanto 55 projetos foram enquadrados na linha FCO Rural, com volume de R$ 83.136.735,16. A distribuição reforça a forte demanda do agronegócio sul-mato-grossense por crédito de longo prazo, com taxas mais atrativas e foco em investimento produtivo.

A reunião ocorreu em formato virtual e foi conduzida pelo secretário executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Rogério Beretta. Segundo ele, o desempenho já observado no início do ano sinaliza a continuidade do elevado interesse dos empreendedores e produtores rurais pelos recursos do fundo.

Recursos disponíveis para 2026 já ultrapassam R$ 3,1 bilhões

Para o exercício de 2026, a Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) reservou inicialmente R$ 3.157.333.597,00 para Mato Grosso do Sul investir por meio do FCO. O montante foi dividido de forma equilibrada entre as duas principais linhas do programa, com 50% destinados ao FCO Rural e 50% ao FCO Empresarial.

A previsão orçamentária mantém o patamar elevado observado nos últimos anos e reflete o protagonismo de Mato Grosso do Sul na execução dos recursos do fundo entre os estados da região Centro-Oeste. A expectativa da Semadesc é de que, a exemplo do que ocorreu em 2025, o volume reservado possa ser ampliado ao longo do ano, caso a demanda continue aquecida.

Segundo Beretta, a procura pelos financiamentos já nos primeiros meses de 2026 indica que o valor inicial poderá ser insuficiente para atender todos os projetos apresentados. A avaliação técnica das cartas-consultas segue critérios como geração de emprego, impacto econômico regional, sustentabilidade ambiental e viabilidade financeira.

FCO bate recorde histórico em 2025

O desempenho do Fundo Constitucional do Centro-Oeste em Mato Grosso do Sul em 2025 foi histórico. Ao longo do ano, o FCO injetou R$ 3,240 bilhões na economia estadual, volume recorde desde a criação do programa. O resultado superou significativamente o repasse inicial, que era de R$ 2,7 bilhões, e precisou ser reajustado gradualmente diante do aumento da demanda.

O setor Rural concentrou aproximadamente 75% dos recursos liberados em 2025, percentual bem acima da média registrada em anos anteriores, quando a divisão costumava ficar em torno de 60% para o FCO Rural e 40% para o FCO Empresarial. O crescimento reflete a expansão do agronegócio sul-mato-grossense, especialmente nas cadeias de grãos, pecuária, florestas plantadas e agroindústria.

De acordo com a Semadesc, os financiamentos rurais têm sido direcionados principalmente para projetos de modernização tecnológica, ampliação da capacidade produtiva, aquisição de máquinas e equipamentos, implantação de sistemas de irrigação e investimentos em sustentabilidade, como recuperação de áreas degradadas e eficiência energética.

Mato Grosso do Sul lidera demanda na região Centro-Oeste

Mato Grosso do Sul foi o único estado da região Centro-Oeste que precisou solicitar novos aportes de recursos ao longo de 2025 para atender integralmente a demanda apresentada. Segundo Rogério Beretta, o desempenho evidencia não apenas o dinamismo da economia estadual, mas também a capacidade técnica do Estado em estruturar projetos consistentes e aderentes às exigências do fundo.

A expectativa para 2026 é de que o mesmo cenário se repita, com possibilidade de ampliação do volume de recursos disponíveis no segundo semestre. A avaliação é de que o ambiente macroeconômico, aliado à força do agronegócio e à diversificação do setor empresarial, continuará estimulando investimentos produtivos.

O FCO Empresarial, por sua vez, tem atendido projetos ligados à indústria, comércio, serviços, turismo e inovação, com destaque para empreendimentos voltados à agregação de valor à produção local e à interiorização do desenvolvimento econômico.

Papel estratégico do Ceif/FCO no desenvolvimento regional

O Ceif/FCO é um órgão colegiado de deliberação coletiva, vinculado à Semadesc, responsável por analisar e aprovar as cartas-consultas apresentadas por empreendedores interessados em acessar os recursos do Fundo Constitucional do Centro-Oeste. O conselho é composto por representantes de órgãos públicos estaduais, entidades empresariais e representantes dos trabalhadores.

O principal objetivo do colegiado é contribuir para o desenvolvimento econômico e social de Mato Grosso do Sul, garantindo que os recursos do fundo sejam aplicados em projetos alinhados às diretrizes de crescimento sustentável, geração de renda e redução das desigualdades regionais.

A atuação do Ceif/FCO tem sido considerada estratégica para a consolidação de Mato Grosso do Sul como um dos estados mais organizados na execução das políticas de crédito regional, servindo de referência para outras unidades da federação do Centro-Oeste.


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