A Prefeitura de Corumbá declarou situação de emergência após um forte temporal na noite de terça-feira (27), que causou alagamentos e danos significativos na cidade. A chuva de mais de 106 milímetros em aproximadamente 50 minutos superou as capacidades do sistema de drenagem e resultou em perdas para moradores e danos a infraestrutura. O decreto permitirá a mobilização de recursos por até 180 dias, com dispensa de licitação para contratações relacionadas à recuperação. A Defesa Civil explicou a ausência de alerta prévio devido à natureza súbita da chuva, que, apesar dos danos materiais, não deixou vítimas.
A Prefeitura de Corumbá decretou situação de emergência após um temporal de intensidade excepcional atingir o município na noite de terça-feira (27), provocando alagamentos, enxurradas e danos materiais em diferentes pontos da cidade. O decreto publicado no Diário Oficial e reconhece que o volume de chuva superou a capacidade de resposta do poder público com os recursos disponíveis.
De acordo com o documento, a precipitação registrada foi muito superior à média histórica para o período, concentrando-se em um intervalo de tempo extremamente curto. O fenômeno causou sobrecarga no sistema de drenagem urbana, comprometendo vias públicas e resultando na inundação de imóveis residenciais e comerciais.
Dados da Defesa Civil apontam que mais de 106 milímetros de chuva caíram em aproximadamente 50 minutos, um volume considerado atípico e um dos maiores já registrados desde a instalação dos equipamentos de monitoramento no município. A intensidade da precipitação dificultou qualquer ação preventiva imediata.
Com isso, moradores enfrentaram perda de bens, interrupções na mobilidade urbana e necessidade de assistência emergencial. Também foram registrados danos em equipamentos públicos e estruturas urbanas, além de prejuízos a propriedades privadas.
O decreto estabelece validade de 180 dias, período em que fica autorizada a mobilização integral da estrutura administrativa municipal para ações de resposta ao desastre, assistência às famílias atingidas e recuperação das áreas impactadas, sob coordenação da Defesa Civil.
A medida se aplica apenas às áreas comprovadamente afetadas, que ainda serão detalhadas em um croqui técnico complementar, conforme previsto na legislação de proteção e defesa civil.
Durante a vigência da situação de emergência, o município poderá dispensar licitação para contratação de bens, serviços e obras diretamente relacionados ao enfrentamento da crise. Os contratos terão duração máxima de 180 dias, sem possibilidade de prorrogação.
Ao justificar a decisão, o prefeito Dr. Gabriel Alves de Oliveira classificou o evento como um fenômeno hidrometeorológico extremo, com prejuízos sociais e materiais que comprometeram a capacidade operacional do município, conforme estabelece a Lei Federal nº 12.608, que rege a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil.
A Defesa Civil Municipal explicou que não houve emissão de alerta prévio porque a chuva ocorreu de forma súbita e imprevisível. Segundo o órgão, os sistemas meteorológicos indicam possibilidade de chuva, mas não conseguem antecipar picos tão elevados em intervalos tão curtos.
Ainda conforme a Defesa Civil, os sistemas de alerta são priorizados em situações com risco iminente à vida, como deslizamentos ou inundações progressivas. No episódio em Corumbá, apesar dos danos materiais expressivos, não houve registro de vítimas.