MS lança Plano Estadual para erradicar trabalho escravo

Documento estabelece diretrizes integradas de prevenção, fiscalização e reinserção social das vítimas da exploração ilegal de mão de obra

- Redação MSConecta
28/01/2026 08h55 - Atualizado há 1 mês
MS lança Plano Estadual para erradicar trabalho escravo
Foto: Arquivo/DPU
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Mato Grosso do Sul lançou o Plano Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo, que visa promover trabalho digno e combater a exploração de mão de obra. Coordenado pela Semadesc, o plano envolve articulação entre diversas instituições e define diretrizes para prevenção, fiscalização, repressão e atendimento às vítimas. Além de ações repressivas, a iniciativa foca na reinserção social das vítimas e na qualificação profissional, visando romper o ciclo de vulnerabilidade social. A Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae/MS) desempenha papel-chave na implementação do plano, garantindo respostas mais ágeis e eficientes às denúncias e resgates de vítimas.

Mato Grosso do Sul dá um passo decisivo no enfrentamento ao trabalho escravo contemporâneo com o lançamento do Plano Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo, marcado para esta quarta-feira (28), no Bioparque Pantanal, em Campo Grande. A iniciativa consolida uma política pública estruturada voltada à promoção do trabalho digno, à defesa dos direitos humanos e ao combate à exploração ilegal de mão de obra no Estado.

O plano é coordenado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), e nasce como resposta à complexidade do problema, que envolve fatores econômicos, sociais, territoriais e culturais.

Articulação institucional no centro da estratégia

A solenidade de lançamento conta com representantes de diferentes frentes do poder público e do sistema de justiça, reforçando o caráter interinstitucional da proposta. Estão confirmadas as presenças do secretário-adjunto da Semadesc, Artur Falcette, da procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT-MS), Cândice Arosio, do secretário-executivo de Qualificação Profissional e Trabalho, Esaú Aguiar, e da coordenadora da Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae/MS), Janaína Carlin.

O documento estabelece diretrizes e ações estratégicas que envolvem prevenção, fiscalização, repressão e atendimento às vítimas, além de mecanismos de cooperação entre órgãos estaduais, federais e entidades da sociedade civil.

Prevenção e reinserção social como eixos centrais

Segundo o secretário-executivo Esaú Aguiar, o enfrentamento ao trabalho escravo vai além das ações repressivas.

“Trata-se de uma política que precisa atuar de forma contínua, desde a prevenção até a reinserção social das vítimas, garantindo acesso à qualificação profissional e oportunidades no mercado de trabalho”, afirma.

Nesse contexto, o plano busca romper o ciclo de vulnerabilidade social que expõe trabalhadores a situações degradantes, muitas vezes associadas a jornadas exaustivas, condições análogas à escravidão e restrição de liberdade.

Coetrae fortalece governança estadual

A Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae/MS) desempenha papel central na execução do plano. Vinculada à Semadesc, a comissão reúne representantes do poder público, instituições de fiscalização, sistema de justiça e organizações da sociedade civil.

A atuação integrada da Coetrae permite resposta mais ágil às denúncias, fortalecimento das ações de fiscalização e maior eficiência no acolhimento das vítimas após operações de resgate.


FONTE: Imprensa | Comunicação Semadesc
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