Bioparque Pantanal projeta Campo Grande no turismo brasileiro

Maior aquário de água doce do mundo atrai visitantes de todas as regiões do país e amplia o fluxo turístico na capital

Por -Gabriela Porto

Grupo de turistas visita o Bioparque Pantanal, em Campo Grande, considerado o maior aquário de água doce do mundo.

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O Bioparque Pantanal, inaugurado há quase quatro anos, se tornou um dos principais pontos turísticos do Brasil, atraindo visitantes de diversas regiões e do exterior. O local, que é o maior aquário de água doce do mundo, não só impulsiona o turismo em Campo Grande, como também contribui para a economia local ao aumentar a ocupação de hotéis e o movimento em restaurantes e comércios. Além de promover a biodiversidade e a conservação ambiental, o Bioparque foi destacado pela revista Time em 2023 como um dos 50 destinos extraordinários do mundo, com um forte compromisso com a acessibilidade e inclusão social.

O Bioparque Pantanal tem se afirmado como um dos principais atrativos turísticos do país e vem ampliando a presença de Campo Grande nos roteiros de viagem nacionais. Desde a inauguração, há quase quatro anos, o complexo, considerado o maior aquário de água doce do mundo, passou a despertar curiosidade e interesse de visitantes de diferentes regiões do Brasil e também do exterior.

O impacto do equipamento turístico pode ser observado no perfil de quem chega à capital. Muitos turistas relatam que conheceram o Bioparque por meio de reportagens, indicações ou pesquisas na internet e, a partir disso, organizaram a viagem tendo o espaço como principal motivação. Excursões interestaduais e grupos organizados tornaram-se frequentes, evidenciando o papel do local como indutor de fluxo turístico.

Primeira visita ao Pantanal aos 79 anos

Entre os visitantes está Teruka Anamura, morador de Suzano, no interior de São Paulo, que integrou um grupo com cerca de 60 turistas paulistas. Aos 79 anos, ele teve o primeiro contato com o Pantanal e se surpreendeu com a dimensão da estrutura e a diversidade de espécies apresentadas no Bioparque.

Segundo ele, a experiência revelou um universo pouco conhecido por grande parte da população brasileira. A variedade de peixes e a complexidade dos sistemas necessários para manter o aquário em funcionamento chamaram a atenção e transformaram a visita em um relato que, agora, pretende compartilhar com amigos e familiares.

Experiência que vai além do passeio

Para a visitante Marily Cleia, de Araras, em São Paulo, a passagem pelo Bioparque foi marcada pelo aprendizado e pela sensação de acolhimento. Ela afirma que soube do local por meio de amigos e destaca a organização do espaço e o cuidado com o público.

Esse perfil de visitante contribui diretamente para o aquecimento da economia local. A presença de turistas reflete na ocupação da rede hoteleira, no movimento de bares e restaurantes, no comércio e em outros serviços. Mesmo quando o Bioparque é o foco principal da viagem, muitos visitantes aproveitam a estadia para conhecer parques urbanos, museus, a Feira Central e outros pontos de interesse da cidade.

Conexão com a biodiversidade

A diretora geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, avalia que o interesse crescente de turistas confirma a relevância do projeto. Segundo ela, o espaço foi criado com a proposta de aproximar as pessoas da biodiversidade e despertar o olhar para a conservação ambiental.

Na avaliação da gestora, o Bioparque funciona como uma porta de acesso ao Pantanal ao apresentar, de forma didática e acessível, os biomas da região, a cultura local e a importância da preservação dos recursos naturais. O fluxo de visitantes, afirma, contribui para um modelo de turismo alinhado à sustentabilidade e à geração de oportunidades.

Destaque internacional e inclusão

A visibilidade do Bioparque ganhou projeção internacional em 2023, quando foi incluído pela revista Time na lista dos 50 destinos de viagem extraordinários do mundo. O reconhecimento ampliou o alcance do empreendimento e reforçou seu potencial como atração turística de relevância global.

Outro ponto frequentemente destacado pelos visitantes é o compromisso com a acessibilidade. O espaço foi planejado para receber públicos diversos e desenvolve programas específicos voltados à inclusão social.

Turismo acessível e educação ambiental

Um exemplo desse compromisso é a história de Leonardo da Silva, jovem autista que conheceu o Bioparque navegando pela internet e pediu aos pais que percorressem mais de 20 horas de carro, saindo de Palhoça, em Santa Catarina, até Campo Grande, exclusivamente para realizar o desejo de visitar o aquário. A mãe, Lisandra da Silva, relata que o planejamento da viagem levou meses e que a experiência superou as expectativas da família.

Além do programa Bioparque Para Todos Iguais na Diferença, o complexo mantém ações permanentes de educação ambiental, pesquisa, conservação, cultura e lazer, associadas ao uso de tecnologia e inovação. Iniciativas que reforçam o papel do Bioparque Pantanal como espaço de conhecimento, sensibilização ambiental e valorização da biodiversidade brasileira.

 

FONTE: Caio Henrique Romero e Gabriel Issagawa, Comunicação Bioparque Pantanal