“Alexa, previsão do tempo para Campo Grande”, “Google, como tirar mancha de vinho do sofá?”. Essas e outras perguntas e comandos são respondidos rapidamente, sem dificuldade, por assistentes virtuais de dispositivos eletrônicos que começaram a fazer parte do dia a dia de muitas famílias há pouco tempo.
A automação residencial é uma das maneiras de obter auxílio remoto em várias tarefas como acender luzes, gravar anotações, abrir e fechar portas, ligar e desligar aparelhos de ar-condicionado inteligentes e até responder a perguntas. Possibilita integrar toda a casa e seus equipamentos em um único aplicativo no celular, controlando tudo à distância. Para aproveitar esse sistema, é necessário ter internet com conexão wi-fi, adquirir os dispositivos inteligentes – que hoje estão com preços mais acessíveis - e, de preferência, contratar um profissional especializado para a instalação.
De acordo com a Associação Brasileira de Automação Residencial e Predial (Aureside) a estimativa é de que, até o final do ano, mais de 2,5 milhões de lares brasileiros possuam algum tipo de sistema automatizado. Esse número cresceu durante a pandemia, estimulado, principalmente, pela necessidade de se ficar mais em casa.
O empresário Samuel da Silveira adquiriu seu primeiro dispositivo inteligente em 2020, após avaliar o custo-benefício da aquisição. “Comecei a usarquando percebi que, para automatizar a casa, ia gastar pouco dinheiro. Antigamente, era preciso investir alto para automatizar uma residência”, afirma.
Dentre as vantagens de adquirir os dispositivos de automação estão a segurança (já que é possível monitorar a casa de forma remota), a praticidade e a comodidade de poder controlar os equipamentos por aplicativos, por exemplo. Além disso, configurações como economia no consumo de energia e a criação de ambientes personalizados, com iluminação e temperatura adequadas, também somam no conforto dos lares inteligentes.
Segundo a empresa analista de marketing Canalys, o mercado global de alto-falantes inteligentes cresceu 44,9%, com mais de 28 milhões de unidades vendidas no terceiro semestre de 2019. Nessa corrida, a Amazon mantém a liderança, com mais de 10 milhões de unidades comercializadas da mais famosa smart speaker do mercado, a Alexa.
Outro levantamento, feito pela empresa de pesquisas Statista, revela que o mercado brasileiro de casas inteligentes, em 2020, ocupava o 11º lugar no ranking mundial, que tem Estados Unidos e China como líderes. Além disso, a previsão do crescimento geral do mercado é de 22% ao ano, podendo chegar a mais de 170% até o final de 2025.
Em relação aos custos, o projeto de automação varia conforme a quantidade de dispositivos e espaços adaptados. Contudo, mesmo com toda a tecnologia envolvida, os recursos mais básicos e acessíveis têm conquistado a maioria. Samuel já não se vê mais sem suas assistentes virtuais, Alexa e Google. “Uso para conectar a casa, como ligar as luzes e a TV por comando de voz e, principalmente, tocar qualquer tipo de música. Hoje em dia, já não me vejo sem a Alexa”, complementa o empresário.
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