Festivais movimentam cidades e fortalecem identidade cultural em Mato Grosso do Sul

Campão Cultural, Festival América do Sul e Festival de Inverno de Bonito ampliam acesso à cultura e impulsionam turismo e economia em 2025

Por -Gabriela Porto

Fotos: Marithê do Céu e Daniel Reino

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Em 2025, Mato Grosso do Sul revitalizou seus festivais culturais, como o Campão Cultural, Festival América do Sul e Festival de Inverno de Bonito, impulsionando a economia criativa e o turismo nas cidades de Campo Grande, Corumbá e Bonito. Com programação gratuita, os eventos reuniram milhares de pessoas, melhorando setores como hotelaria e gastronomia, e promovendo a cultura local. O Campão Cultural, realizado em março e abril, contou com um investimento de R$ 6 milhões e apresentou uma variada programação de artes. Já o Festival América do Sul e o Festival de Inverno destacaram-se pela diversidade artística e intercâmbio cultural, com forte presença de artistas brasileiros e internacionais. O diretor da Fundação de Cultura ressaltou que esses eventos são fundamentais para o fortalecimento das políticas culturais e o sentimento de pertencimento nas comunidades.

Ao longo de 2025, Mato Grosso do Sul voltou a viver intensamente seus grandes festivais culturais, com impacto direto na economia criativa, no turismo e na ocupação dos espaços públicos. A retomada do Campão Cultural e do Festival América do Sul, ausentes em 2024, somada à edição ampliada do Festival de Inverno de Bonito, colocou novamente Campo Grande, Corumbá e Bonito no centro do calendário cultural do Estado.

Com programações públicas e gratuitas, os eventos reuniram milhares de pessoas e movimentaram setores como hotelaria, gastronomia, transporte e comércio, além de fortalecer a produção artística local e a valorização da identidade sul-mato-grossense.

O Campão Cultural ocorreu entre 27 e 30 de março e de 4 a 6 de abril, ocupando diferentes pontos da capital com apresentações e atividades formativas. Realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc) e da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), com apoio da Prefeitura de Campo Grande, UEMS e UFMS, o festival contou com investimento aproximado de R$ 6 milhões, sendo R$ 1,5 milhão via emenda parlamentar do deputado Vander Loubet e R$ 4,5 milhões por chamamento público.

A programação reuniu circo, dança, teatro, música, artes visuais, hip hop, cinema, oficinas, cultura geek, cosplay, skate, blocos carnavalescos e desfiles de marcas autorais, promovendo diversidade artística e ocupação cultural das ruas da cidade.

Em Corumbá, o Festival América do Sul voltou a ser realizado entre 15 e 18 de maio, em sua 18ª edição, com destaque para o palco principal instalado no Porto Geral, às margens do Rio Paraguai. Foram 96 atrações gratuitas entre shows, oficinas, exposições, espetáculos e rodas de conversa, com participação de artistas do Brasil e de países como Chile, Colômbia, Bolívia, Cuba e Paraguai.

Nomes como Alcione, Xamã, Pixote, Duduca & Dalvan e Isabel Fillardis atraíram grande público, enquanto a presença de artistas estrangeiros ampliou o intercâmbio cultural e o diálogo entre nações latino-americanas. O festival voltou a transformar a cidade histórica em um grande espaço de encontro cultural e turístico.

Já o Festival de Inverno de Bonito ocorreu entre 20 e 24 de agosto, reunindo mais de 180 atrações gratuitas distribuídas em praças, ruas, escolas e palcos. A programação incluiu música, dança, teatro, circo, literatura, moda, artes visuais, cultura geek, saberes indígenas, oficinas e o espaço infantil Festival Bonitinho.

Entre as atrações nacionais estiveram Elba Ramalho, Titãs, Samuel Rosa, Jorge Aragão e Guilherme & Santiago, ao lado de dezenas de artistas sul-mato-grossenses. O evento também manteve seu impacto turístico: em 2024, movimentou cerca de R$ 6 milhões, recebeu aproximadamente 95 mil pessoas e registrou taxa média de ocupação hoteleira de 85%, números que foram reforçados em 2025.

Outro ponto de destaque foi o compromisso ambiental do Festival de Inverno de Bonito, realizado com ações de Carbono Neutro e Lixo Zero, incluindo educação ambiental, coleta seletiva, compostagem e compensação de emissões, com acompanhamento dos resultados em tempo real por meio de QR Codes.

Para o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, o calendário de festivais de 2025 marca um período de retomada e fortalecimento das políticas culturais no Estado. Segundo ele, os eventos ampliaram o acesso da população à cultura, valorizaram artistas e promoveram encontros que reforçam o sentimento de pertencimento nas cidades.