Bioparque Pantanal recebe selo internacional em sustentabilidade
Empreendimento recebe selo Ouro em sustentabilidade e registra avanços em educação, pesquisa e conservação
Foto: Bruno Rezende
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Em 2025, o Bioparque Pantanal recebeu o selo internacional de sustentabilidade Ouro do programa Good Travel Seal, reconhecendo suas boas práticas em gestão ambiental, inclusão social e governança. O complexo atraiu 1,4 milhão de visitantes e promoveu 115 eventos, além de receber 360 escolas para atividades educativas. O programa "Bioparque para Todos" focou na inclusão de pessoas com deficiência e neurodivergência, enquanto iniciativas de conservação incrementaram seu plantel com mais de 45 mil animais. O Bioparque também investiu em pesquisa e inovação, destacando-se na área de educação ambiental com parcerias significativas.
O Bioparque Pantanal recebeu, em 2025, o selo internacional de sustentabilidade concedido pelo programa Good Travel Seal, da fundação holandesa Green Destinations. A certificação reconhece atrativos turísticos que atendem a critérios técnicos relacionados à gestão ambiental, responsabilidade social, governança e impacto positivo no território onde estão inseridos.
A certificação foi concedida na categoria Ouro, nível mais alto do programa, e posiciona o Bioparque Pantanal entre os empreendimentos turísticos com melhores práticas de sustentabilidade em âmbito internacional. O reconhecimento avalia indicadores como uso responsável de recursos naturais, ações de conservação da biodiversidade, inclusão social, transparência administrativa e envolvimento com a comunidade.
De acordo com a direção do complexo, o selo é resultado da aplicação do Programa ESG Bioparque, que orienta as políticas e ações do empreendimento nas áreas ambiental, social e de governança. O programa estabelece metas, rotinas operacionais e monitoramento contínuo das práticas adotadas.
“A certificação internacional confirma que o trabalho desenvolvido no Bioparque segue padrões reconhecidos globalmente. Trata-se de um modelo que integra ciência, educação ambiental, inclusão e gestão pública, com resultados mensuráveis”, afirma a diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri.
Além da certificação, o empreendimento manteve em 2025 a maior avaliação média no Google entre equipamentos turísticos do segmento e registrou avanços em seus principais eixos de atuação.
Turismo, cultura e lazer
Ao longo de 2025, o Bioparque Pantanal alcançou a marca de 1,4 milhão de visitantes desde a inauguração. O público foi composto por visitantes de todos os estados brasileiros e de 140 países reconhecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). A média mensal foi de 32,5 mil visitantes.
O Centro de Convenções do complexo sediou 115 eventos ao longo do ano, envolvendo diferentes áreas, como educação, ciência, cultura, setor público e iniciativa privada. Atualmente, o Bioparque é um dos principais atrativos turísticos de Mato Grosso do Sul, com atuação integrada entre lazer, educação ambiental, pesquisa científica e acessibilidade.
Educação ambiental
A educação ambiental é uma das frentes estruturantes do Bioparque Pantanal. Em 2025, o complexo recebeu 360 escolas, com a participação de estudantes de diferentes regiões de Mato Grosso do Sul e também de estados como Mato Grosso, São Paulo, Goiás e Paraná. Desde a inauguração, mais de 90 mil estudantes já participaram das atividades educativas promovidas no local.
Entre as ações desenvolvidas no ano, destacou-se a terceira edição do Clube de Ciências, que envolveu estudantes de nove escolas em 14 projetos de iniciação científica, com participação de instituições públicas e privadas da Capital e do interior.
O projeto “Bioparque vai à Escola” também ampliou sua atuação, levando conteúdos educativos, materiais expositivos e ações interativas a instituições de ensino e eventos educacionais em diferentes municípios.
Inclusão e acessibilidade
O Bioparque Pantanal ampliou, em 2025, as ações do programa “Bioparque para Todos – Iguais na Diferença”, voltado à promoção da acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência e neurodivergência. O complexo dispõe de tecnologias assistivas, intérpretes de Libras, audiodescrição, materiais em Braille, espaços sensoriais e equipe capacitada para atendimento especializado.
Entre as ações realizadas no ano, estão o Dia D da Empregabilidade para Pessoas com Deficiência, em parceria com a Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab) e a Secretaria de Estado da Cidadania (SEC), que ofertou 200 vagas exclusivas para PcDs, além da participação em eventos como o Rodeo Fest Inclusivo e o Dia D da Saúde Inclusiva.
Conservação da biodiversidade
Na área de conservação, o Bioparque ampliou seu plantel em 2025, passando de 446 para 470 espécies, totalizando mais de 45 mil animais. O complexo também recebeu pesquisadores e estudantes em visitas técnicas ao Centro de Conservação de Peixes Neotropicais, fortalecendo a integração entre pesquisa científica e manejo.
Um dos destaques do ano foi a realização de um exame inédito em uma cachara, espécie típica do Pantanal, em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). O procedimento incluiu ultrassonografia e tomografia, exigindo uma operação técnica para a retirada temporária do animal da água. O exame foi concluído com sucesso.
O Bioparque também realizou exames de rotina, biometria e ações de enriquecimento ambiental para garantir o bem-estar dos animais. Desde a inauguração, já foram registradas 94 reproduções de peixes, com destaque, em 2025, para o projeto Cascudos do Brasil, responsável pela reprodução de 23 espécies, incluindo três ameaçadas de extinção.
Pesquisa e inovação
Na área de inovação, o Bioparque finalizou a implantação de um estúdio de gravação e transmissão ao vivo, voltado à divulgação científica. Os equipamentos foram adquiridos com recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio).
O Núcleo de Pesquisa e Tecnologias (NUPTEC) desenvolveu, em parceria com a Solurb, ações de educação ambiental e sustentabilidade em Campo Grande, com oficinas em escolas, espaços culturais e instituições sociais. Também foram firmadas parcerias com o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) para produção de materiais acessíveis em impressora 3D.
Pesquisadores do Bioparque publicaram estudos em periódicos científicos e contribuíram para a popularização da ciência, fortalecendo o turismo científico no empreendimento. Projetos desenvolvidos pelo NUPTEC receberam reconhecimento em programas e editais estaduais.