Governo de MS e Ministério do Meio Ambiente definem estratégias para a COP15

Conferência internacional sobre espécies migratórias será realizada em Campo Grande em 2026

Por -Gabriela Porto

Foto: Saul Schramm

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O Governo de Mato Grosso do Sul, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, está organizando a COP15 da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Silvestres, que ocorrerá em Campo Grande de 23 a 29 de março de 2026, com a expectativa de reunir mais de 5 mil representantes de cerca de 100 países.

A conferência discutirá a proteção da fauna migratória e será coordenada pelo Estado, que já formou uma força-tarefa interinstitucional para o evento. A escolha de Mato Grosso do Sul como sede destaca as políticas ambientais do Estado, especialmente no contexto do Pantanal.

O Brasil, parte da Convenção desde 2015, é reconhecido pela sua biodiversidade, incluindo várias espécies migratórias que são essenciais para a saúde ambiental dos ecossistemas.

O Governo de Mato Grosso do Sul e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima avançaram na definição das estratégias para a realização da COP15 da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), que acontecerá em Campo Grande entre os dias 23 e 29 de março de 2026. A expectativa é reunir mais de 5 mil representantes de cerca de 100 países.

As diretrizes começaram a ser alinhadas durante uma reunião virtual realizada nesta terça-feira (23), que contou com a participação do governador Eduardo Riedel, da ministra Marina Silva e de equipes técnicas do Governo do Estado e do ministério. Pelo Executivo estadual, participaram os secretários Jaime Verruck (Semadesc) e Rodrigo Perez (Segov), além do secretário-adjunto Artur Falcette.

A COP15 da CMS é considerada um dos principais fóruns globais voltados à proteção da fauna migratória e reunirá governos, cientistas, povos indígenas, comunidades tradicionais e representantes da sociedade civil para debater medidas de conservação de espécies que cruzam fronteiras internacionais.

Segundo o secretário Jaime Verruck, a escolha de Mato Grosso do Sul para sediar o evento representa uma oportunidade estratégica para o Estado. De acordo com ele, a conferência permitirá apresentar ao mundo as políticas ambientais desenvolvidas em MS, especialmente aquelas que conciliam conservação ambiental e atividade econômica, como ocorre no Pantanal.

Ainda conforme Verruck, o Estado já estruturou uma força-tarefa interinstitucional para organizar a conferência, envolvendo áreas como meio ambiente, turismo, segurança pública e governança. A Semadesc ficará responsável pela coordenação dos trabalhos no âmbito estadual, em conjunto com a Segov.

O Brasil integra a Convenção sobre Espécies Migratórias desde 2015 e é reconhecido como o país mais biodiverso do mundo. A participação em acordos internacionais e a existência de uma legislação ambiental rigorosa contribuíram para o fortalecimento da proteção da biodiversidade migratória no território nacional.

As espécies migratórias desempenham papel fundamental na manutenção do equilíbrio ecológico, além de funcionarem como indicadores da saúde ambiental dos ecossistemas. No Brasil, essas espécies estão distribuídas pelos seis biomas e incluem animais como a onça-pintada, o falcão-peregrino, morcegos migratórios, peixes de água doce, tartarugas, aves, além de mamíferos marinhos, como baleias e pequenos cetáceos.

Com a realização da COP15 em Campo Grande, Mato Grosso do Sul passa a ocupar posição de destaque na agenda ambiental internacional, reforçando o protagonismo do Brasil nas discussões globais sobre conservação da biodiversidade.