Meteorologia indica verão mais quente e com chuvas irregulares em Mato Grosso do Sul

Previsão indica calor acima da média e chuvas irregulares no Estado

Por -Gabriela Porto
Meteorologia indica verão mais quente e com chuvas irregulares em Mato Grosso do Sul
Foto: Bruno Rezende/Secom
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O verão em Mato Grosso do Sul será marcado por temperaturas superiores à média e chuvas irregulares, com períodos de precipitações intensas intercalados por secas. Embora a previsão de chuva se mantenha próxima à média histórica, a variação regional será significativa. A época também pode trazer chuvas convectivas, e a possibilidade de tempestades severas com granizo. Além disso, as temperaturas poderão ficar ligeiramente acima dos padrões habituais, com alertas para a população sobre eventos climáticos extremos. O monitoramento contínuo será essencial para mitigar impactos e orientar a sociedade.

O verão em Mato Grosso do Sul deve ser marcado por temperaturas mais elevadas que o normal e um regime de chuvas irregular, com períodos alternando entre precipitações intensas e intervalos mais secos. A projeção é do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec/MS), ligado à Semadesc, e aponta um cenário típico de instabilidade climática ao longo da estação.

De acordo com os técnicos, os volumes de chuva tendem a oscilar em torno da média histórica, podendo ficar acima ou abaixo do esperado conforme a região e o período. Essa irregularidade é uma das principais características previstas para o verão, que se estende até março de 2026.

O aumento das temperaturas está associado à maior incidência de radiação solar no Hemisfério Sul nesta época do ano, o que intensifica a evaporação e amplia a disponibilidade de umidade na atmosfera. Esse conjunto de fatores favorece a formação de pancadas de chuva rápidas e localizadas, comuns durante o verão, conhecidas tecnicamente como chuvas convectivas.

Segundo os meteorologistas do Cemtec, essas chuvas podem evoluir para eventos mais severos, dependendo das condições atmosféricas. Há possibilidade de tempestades acompanhadas de descargas elétricas, rajadas de vento e, em situações pontuais, queda de granizo.

Com base em dados históricos das últimas três décadas, o acumulado médio de chuvas no verão varia entre 400 e 600 milímetros na maior parte do Estado. No extremo nordeste, que inclui municípios como Costa Rica e Chapadão do Sul, os volumes costumam ser mais elevados, alcançando entre 500 e 700 milímetros. Para o verão atual, a expectativa é que esses totais se mantenham próximos da média, mas com distribuição irregular ao longo dos meses.

No que se refere às temperaturas, as médias históricas para o período variam entre 24°C e 26°C, com registros mais altos nas regiões Noroeste e Nordeste, onde os termômetros frequentemente alcançam entre 26°C e 28°C. Já no extremo sul, as médias são um pouco mais amenas, entre 22°C e 24°C. A previsão indica que, neste verão, as temperaturas devem ficar ligeiramente acima desses padrões, especialmente em dias com pouca nebulosidade e ausência de chuva.

O comportamento recente do clima em dezembro já reflete esse cenário desigual. Na primeira quinzena do mês, apenas alguns municípios registraram volumes de chuva acima da média, como Mundo Novo, Sete Quedas e Três Lagoas. Em grande parte do Estado, no entanto, os índices ficaram abaixo do esperado, com destaque para Chapadão do Sul, onde choveu cerca de 20% do volume médio para o período.

A meteorologia alerta que o verão exige atenção redobrada da população e dos setores produtivos, principalmente em relação a eventos extremos, como temporais intensos e ondas de calor. O monitoramento contínuo das condições climáticas será fundamental para minimizar impactos e orientar ações preventivas ao longo da estação.


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