Assinado pela Perkins&Will, residencial Maya propõe morar em edifício com conforto e natureza

O complexo residencial Maya, em frente ao Parque das Nações Indígenas, traz a natureza para dentro do edifício e propõe nova forma de habitar em Campo Grande

Por -Gabriela Porto

Fotos: Pedro Mascaro

Resumo IA | MSConecta Tudo que você precisa saber — de forma rápida.

O residencial Maya, localizado em Campo Grande e projetado pelo escritório Perkins&Will São Paulo, visa oferecer uma experiência de habitar que une arquitetura e natureza. O empreendimento, situado em frente ao Parque das Nações Indígenas, busca integrar o ambiente natural ao cotidiano urbano, com uma concepção que dissolve os limites entre o interior e o exterior.

O projeto leva em consideração o clima local, utilizando brises e estratégias de circulação que promovem conforto térmico, enquanto a marquise ampla e os vazios internos favorecem a conexão com o espaço público e a sensibilidade ambiental. Assim, o Maya se destaca como um modelo de arquitetura que valoriza a verticalidade, a sustentabilidade e a harmonia com o entorno.

O residencial Maya, em Campo Grande, traz para a arquitetura vertical a sensação de viver em uma casa integrada à natureza. Projetado pelo escritório Perkins&Will São Paulo para a HVM Incorporadora, o empreendimento ocupa a Avenida Afonso Pena, em frente ao Parque das Nações Indígenas — o maior cartão-postal da cidade — e propõe uma nova forma de habitar, em sintonia com o território e o cotidiano urbano.

“Morar em um edifício sem renunciar à experiência sensorial de viver em uma casa integrada à natureza.”

Desde a concepção inicial, a estratégia foi clara: trazer o parque para dentro do edifício, dissolvendo limites entre paisagem, arquitetura e cotidiano. Mais do que um gesto formal, o projeto busca criar uma relação contínua entre o espaço construído e o ambiente natural, valorizando a experiência sensorial dos moradores e a integração com o entorno urbano.

A implantação do Maya explora de forma criteriosa a relação com o clima e a orientação solar. Em uma cidade marcada por temperaturas elevadas, o desempenho térmico tornou-se ponto de partida do projeto. Toda a circulação vertical e horizontal foi setorizada na fachada oeste, que recebe maior incidência solar ao longo do dia. Essa decisão transforma a circulação em um verdadeiro cinturão de proteção climática, enquanto os apartamentos, voltados para as melhores orientações, contam com brises que filtram a luz e reduzem o ganho térmico.

Essa diretriz técnica foi determinante para a volumetria final da torre, garantindo não apenas conforto ambiental, mas também coerência arquitetônica. O edifício se estrutura a partir de uma lógica funcional que articula clima, forma e uso, resultando em uma arquitetura alinhada às condições locais.

Os volumes e fluxos internos foram tratados como uma sequência espacial contínua. Uma grande marquise convida o pedestre, abre o edifício para o parque e reforça a relação com o espaço público. Já os vazios internos, túneis iluminados e áreas de sombra criam respiros visuais, permeabilidade e sensação de travessia — quase como uma passagem gradual do ambiente urbano para um microcosmo natural.

O projeto propõe contemporaneidade à paisagem de Campo Grande, apresentando um modo de morar que concilia verticalidade, conforto ambiental e integração com a natureza.

Serviço / Ficha técnica

Projeto de Arquitetura e Interiores: Perkins&Will São Paulo Equipe: Douglas Tolaine, Fernando Vidal, Lara Kaiser, Adriana Barbosa, Gabriel Freitas, Fernando Afonso, Adriano Alves, Fátima Oliveira, A. Mathias, E. Dernovsek, A. Uemoto, Bruna Bernardes, D. Bouer, L. Ferolla, R. Kenji, L. Matheus, I. Belini Paisagismo: Rodrigo Oliveira Brises e Painéis: Arkos Projeto Luminotécnico: Foco Luz e Desenho Cliente: HVM Incorporadora
Fotos: Pedro Mascaro