Pantanal Jam revela a música da natureza e apresenta Mato Grosso do Sul ao mundo
Projeto une arte, turismo e sustentabilidade ao transformar sons do Pantanal em uma experiência musical de alcance internacional
Fotos: Ricardo Gomes/Setesc
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O projeto Pantanal Jam – Sons do Pantanal foi lançado em Mato Grosso do Sul, unindo arte, turismo e sustentabilidade através da sonoridade do bioma pantaneiro, transformando sons naturais em música jazz. Com nove composições inéditas do grupo Urbem, a iniciativa visa promover a cultura e conservar o patrimônio pantaneiro, refletindo a vocação do estado para o turismo sustentável. O projeto já foi apresentado internacionalmente, incluindo Nova York, e todo o conteúdo está disponível gratuitamente online. A solenidade de lançamento também homenageou servidores da Fundação de Turismo do estado.
A natureza também pode ser ouvida como música — e essa experiência sensorial se transformou em um novo cartão de visitas de Mato Grosso do Sul para o mundo. Em solenidade realizada na noite de segunda-feira (15), no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, com a presença do governador Eduardo Riedel, foi apresentado o projeto Pantanal Jam – Sons do Pantanal de Mato Grosso do Sul, iniciativa que conecta arte, turismo e sustentabilidade para revelar as belezas do bioma pantaneiro em linguagem universal.
Inspirado na sonoridade natural do Pantanal, o projeto transforma sons da fauna, o farfalhar das folhas e o movimento das águas em uma experiência musical baseada no jazz. O resultado é uma campanha cultural e turística que leva ao público nacional e internacional uma leitura sensível e contemporânea do patrimônio natural sul-mato-grossense.
A proposta resultou em nove composições inéditas, interpretadas pelo grupo instrumental Urbem, formado por Gabriel Basso, Ana Ferreira, Bianca Bacha e Sandro Moreno. As músicas foram desenvolvidas ao longo de um ano de pesquisa e captação sonora no coração do Pantanal, em um processo de imersão artística que contou ainda com a inspiração do trombonista nova-iorquino Ryan Keberle, referência do jazz contemporâneo, conferindo ao álbum profundidade e alcance global.
Para o diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, Bruno Wendling, o Pantanal Jam representa muito mais do que um projeto musical. “Desde o primeiro contato, ficou claro que estávamos diante de algo especial. A proposta foi traduzir, em linguagem musical, a sonoridade única do Pantanal e apresentá-la ao mundo. Ao incorporar a universalidade do jazz, o projeto se transformou em uma experiência que vai além da promoção cultural — é um movimento de valorização e conservação do patrimônio pantaneiro”, destacou.
O Pantanal Jam surgiu a partir de uma pesquisa acadêmica realizada em parceria entre a Universidade de Harvard e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, que registrou sons do Pantanal para projetos de música contemporânea. A partir desse material, o grupo Urbem desenvolveu composições e arranjos autorais, enquanto a Fundação de Turismo deu visibilidade institucional ao projeto, transformando-o em uma campanha estratégica de divulgação do bioma.
Ao unir os sons da natureza ao jazz — estilo marcado pela improvisação e pelo diálogo entre músicos —, o projeto construiu uma identidade artística única, capaz de comunicar sensibilidade, inovação e pertencimento.
Para o governador Eduardo Riedel, a iniciativa reforça a vocação do estado para o turismo sustentável. “O turismo se fortalece a partir da preservação ambiental e da valorização cultural. O Pantanal Jam une esses ativos com criatividade e ousadia, criando uma jornada que traduz a riqueza natural de Mato Grosso do Sul e amplia sua projeção internacional”, afirmou.
O projeto já ganhou o mundo. Em novembro, o Pantanal Jam foi apresentado em Nova York, durante a Galeria Visit Brasil, levando a sonoridade do Pantanal ao público internacional. Agora, a proposta também se consolida no território sul-mato-grossense, fortalecendo o sentimento de identidade e pertencimento da população local.
“A ideia é que os sul-mato-grossenses reconheçam e valorizem ainda mais as próprias riquezas. Começamos a divulgação fora do Brasil, em parceria com a Embratur, e agora fechamos o ano compartilhando essa campanha aqui, com quem vive e conhece o Pantanal”, ressaltou Bruno Wendling.
Todo o conteúdo do projeto está disponível gratuitamente ao público. O Pantanal Jam – Sons do Pantanal conta com álbum musical, documentário e vídeo institucional, acessíveis no site pantanaljam.com.br.
Homenagens
Além do lançamento do Pantanal Jam, a solenidade foi marcada por homenagens a servidores de carreira da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul. Foram reconhecidos os profissionais Edna Joana Duarte Slavec, Dinair Rezende Marques, Fátima Moreira Salomão, Bazílio dos Santos e Bolívar Porto. O diretor-presidente Bruno Wendling também foi homenageado pelos servidores da Fundtur.
Participaram ainda do evento o secretário de Estado de Educação, Hélio Daher; o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes; a primeira-dama do Estado, Mônica Riedel; e a presidente da ABAV/MS, Luciana Leite Tozzetti.