Mato Grosso do Sul está expandindo o acesso à cidadania por meio da emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), que substitui o RG e utiliza o CPF como identificação única. Em 2025, o estado já emitiu 326.572 documentos, com uma previsão de crescimento de até 15% até o final do ano, totalizando 592.950 desde 2024. A modernização dos serviços, incluindo instalações online e novos postos, melhorou a eficiência do atendimento. A CIN possui recursos de segurança avançados e é acessível por agendamento pela internet. Em 2026, novos planos de expansão e inclusão social estão em desenvolvimento.
Mato Grosso do Sul segue avançando na ampliação do acesso à cidadania com a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), documento que substitui o antigo RG e adota o CPF como número único de identificação. Em 2025, o Estado já contabiliza 326.572 documentos emitidos, superando o volume registrado no mesmo período de 2024, quando foram produzidas 291.038 identidades. A projeção é encerrar o ano com crescimento entre 12% e 15%.
Desde o início da implantação do novo modelo, em janeiro de 2024, Mato Grosso do Sul soma 592.950 documentos emitidos, o equivalente a cerca de 20% da população estadual. O resultado reflete a interiorização do serviço, a modernização dos processos e a ampliação da rede de atendimento, com integração entre instituições para reduzir burocracias e facilitar o acesso da população.
Segundo o diretor do Instituto de Identificação da Polícia Científica, Daniel Ferreira Freitas, as melhorias no fluxo e na tecnologia aplicada ao serviço impactaram diretamente a experiência do cidadão.
“Hoje o cidadão chega ao posto com os documentos originais, faz a biometria no próprio atendimento e sai com o processo encaminhado em menos tempo. A implantação do sistema online e a ampliação da rede tornaram o atendimento mais rápido, simples e acessível”, afirmou.
Rede ampliada e mais vagas diárias
Em 2024, Mato Grosso do Sul contava com 89 postos de identificação. Em 2025, foram inauguradas quatro novas unidades, totalizando 93 postos em funcionamento. Dois deles estão em Campo Grande, no Hiper Center Itanhangá e no Shopping Norte Sul, além de unidades em Corumbá e Santa Rita do Rio Pardo.
O Estado também finaliza a abertura de novos postos em Três Lagoas e Dourados e ampliou os guichês de atendimento neste último município. Parte da expansão ocorre por meio de agências integradas ao Detran-MS, modelo que otimiza a estrutura física, reduz deslocamentos e amplia a oferta de serviços em pontos estratégicos.
Com o reforço na rede, houve aumento de mais de 300 novos agendamentos diários em relação a 2024. Atualmente, o Estado disponibiliza mais de 2.500 vagas por dia para a confecção da CIN.
Modernização e ações itinerantes
Outro avanço foi a implantação do sistema online em todos os postos, reduzindo o tempo médio de atendimento de 30 a 40 minutos para 15 a 20 minutos. O novo modelo eliminou a necessidade de foto 3x4 e de cópias de documentos, que passaram a ser digitalizados no momento do atendimento.
Em 2025, o Instituto de Identificação realizou mais de 130 ações itinerantes, com a emissão de mais de 10 mil documentos em mutirões voltados a populações ribeirinhas, quilombolas, indígenas, comunidades rurais e pessoas em situação de vulnerabilidade social. O atendimento também foi ampliado no sistema prisional, com estimativa de cerca de 1.000 emissões ao longo do ano.
Documento mais seguro e integrado
A Carteira de Identidade Nacional conta com QR Code para validação, código MRZ no padrão utilizado em passaportes e versão digital disponível no aplicativo gov.br. A integração com bases federais reforça a segurança do documento, reduz riscos de fraude e facilita o acesso a serviços públicos em todo o território nacional.
Para solicitar a CIN, é necessário realizar agendamento prévio pela internet, por meio do site da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), onde o cidadão escolhe o serviço, a data, o local e o horário do atendimento.
Planejamento para 2026
Para 2026, o Instituto de Identificação trabalha em um plano de expansão que inclui novas unidades, fortalecimento de mutirões em áreas rurais e indígenas, criação de estações de atendimento em presídios e um projeto piloto de identificação neonatal.
O coordenador-geral de Perícias da Polícia Científica, José de Anchiêta Souza Silva, destacou o impacto social da política de identificação civil.
“A identidade é a porta de entrada para o exercício da cidadania. Quando o Estado amplia esse acesso, garante que as pessoas possam estudar, trabalhar e acessar políticas públicas com dignidade e segurança”, afirmou.