Mateus Solano apoia iniciativa ambiental que propõe turismo regenerativo em Bonito
Ator aceita convite da Fundação Neotrópica e usa visibilidade para alertar sobre impactos ambientais no principal destino de ecoturismo do país
Foto: Divulgação
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O ator Mateus Solano se tornou embaixador do turismo regenerativo em Bonito ao aceitar o convite da Fundação Neotrópica do Brasil. Após visitar a região e se preocupar com a degradação ambiental causada pela mineração e agricultura, Solano usou suas redes sociais para alertar sobre o assunto. O turismo regenerativo, defendido pela fundação, busca não apenas mitigar impactos, mas recuperar ecossistemas e fortalecer comunidades locais. A Neotrópica, com três décadas de atuação, promove diversas iniciativas de conservação e destaca a importância de ações coletivas para revitalizar ambientes degradados.
O ator Mateus Solano passou a integrar oficialmente a defesa do turismo regenerativo em Bonito, ao aceitar o convite da Fundação Neotrópica do Brasil para apadrinhar o projeto da entidade. A parceria surgiu após uma visita do artista ao município, quando ele teve contato direto com áreas afetadas por pressões ambientais e decidiu usar sua visibilidade para chamar atenção à necessidade de recuperação de rios, florestas e ecossistemas locais.
Durante a passagem por Bonito, Solano compartilhou relatos em suas redes sociais apontando preocupações com o avanço da mineração e da agricultura industrial na região. Em uma das publicações, afirmou que o município, embora ainda encante visitantes, enfrenta um processo silencioso de degradação ambiental. As manifestações incluíram marcações ao Ministério do Meio Ambiente, ampliando o alcance do alerta.
A posição do ator converge com a agenda defendida pela Fundação Neotrópica e com o debate internacional impulsionado pela COP30, que aponta que o modelo de turismo sustentável, por si só, já não é suficiente. O conceito de turismo regenerativo propõe ir além da mitigação de impactos, priorizando a recuperação de áreas degradadas, o fortalecimento dos biomas e o protagonismo das comunidades locais.
De acordo com a Neotrópica, enquanto o turismo sustentável busca reduzir danos e manter o equilíbrio mínimo dos ecossistemas, o turismo regenerativo tem como foco reverter perdas ambientais concretas e reconstruir paisagens naturais já comprometidas. Para a entidade, esse modelo é essencial para garantir a preservação de Bonito a longo prazo.
Com três décadas de atuação, a Fundação Neotrópica já desenvolveu mais de 60 projetos de conservação ambiental e está presente em mais de 30 municípios, com ações nos biomas Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal. As iniciativas incluem educação ambiental, políticas públicas, restauração ecológica, pesquisas e monitoramento.
Entre os projetos estruturantes da entidade estão o Corredor da Biodiversidade Miranda–Serra da Bodoquena, a criação do Parque Nacional da Serra da Bodoquena, a Reserva Biológica Marechal Cândido Mariano Rondon e diversas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).
Para a Neotrópica, a regeneração ambiental depende de ações coletivas. A fundação afirma que parcerias ampliam a proteção dos territórios, dão visibilidade a problemas muitas vezes ignorados e fortalecem a capacidade de transformar alertas em ações concretas. A participação de Mateus Solano busca reforçar esse movimento e destacar que o futuro de Bonito está ligado à capacidade de devolver vida aos ecossistemas, e não apenas evitar novos danos.