Cursos de artesanato ampliam ressocialização em unidades penais da Capital

Parcerias entre Agepen e Conselho da Comunidade oferecem capacitações práticas em unidades penais da Capital, com foco em geração de renda e reintegração social

Por -Gabriela Porto
Cursos de artesanato ampliam ressocialização em unidades penais da Capital
Fotos: Agepen
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Reeducandos de unidades penais de Campo Grande estão participando de cursos de artesanato, em uma parceria entre a Agepen e o Conselho da Comunidade, que visam promover a ressocialização e a autonomia econômica. As formações incluem técnicas como mosaico, pintura em MDF e amigurumi, e culminaram na Feira Artesão Livre, onde as peças foram expostas e vendidas. Segundo a diretora da Agepen, essas iniciativas ajudam na reintegração social ao estimular habilidades e criar perspectivas positivas para o retorno ao convívio social.


Reeducandos de diferentes unidades penais de Campo Grande passaram a vivenciar novas oportunidades de aprendizado e geração de renda por meio de cursos de artesanato desenvolvidos em parceria entre a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e o Conselho da Comunidade da Capital.
As capacitações fortalecem as políticas de ressocialização do sistema prisional de Mato Grosso do Sul, ao aliarem formação prática, desenvolvimento pessoal e perspectivas de autonomia econômica.

As formações contemplaram diferentes técnicas artesanais e tiveram certificações entregues ao longo desta semana. No Presídio de Trânsito (Ptran), 11 internos concluíram o Curso de Mosaico, técnica que utiliza fragmentos de cerâmica, vidro, pedras e azulejos para a criação de composições artísticas. A atividade, ministrada pela artesã Alice Sales Trouy, estimula criatividade, paciência e precisão manual, além de ter ampla aplicação decorativa e comercial.

No Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi (EPFIIZ), foi desenvolvido o Projeto Oficinas de Pintura, Decoupage e Customização em Caixas e Produtos de MDF. A capacitação, com carga horária de 60 horas-aula, ocorreu ao longo dos últimos dois meses e foi conduzida pelas professoras Milena Maura Gonçalves de Abreu e Zilda Regina Lubas de Oliveira, oferecendo às internas conhecimentos técnicos e criativos com potencial de inserção no mercado artesanal.

Já no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, reeducandos participaram do curso de Amigurumi, técnica japonesa de confecção de bonecos e objetos tridimensionais em crochê ou tricô. Além de trabalhar coordenação motora, concentração e percepção espacial, o método é valorizado no artesanato contemporâneo pelo alto apelo artístico e potencial de comercialização. Os participantes aprenderam desde os pontos básicos até modelagem, montagem e acabamento das peças.

 

Exposição

Os resultados das capacitações foram apresentados durante a Feira Artesão Livre – Especial de Natal, realizada neste mês no Fórum de Campo Grande. Peças produzidas nos cursos — como amigurumis, mosaicos, itens em MDF, pinturas e trabalhos em decoupage — foram expostas e colocadas à venda, permitindo que os reeducandos aplicassem, na prática, os conhecimentos adquiridos e tivessem contato com uma experiência real de empreendedorismo.

As ações fazem parte do trabalho contínuo da Diretoria de Assistência Penitenciária, por meio da Divisão de Assistência Educacional e da Divisão de Trabalho Prisional da Agepen, que atuam para ampliar oportunidades educativas e profissionais dentro das unidades penais.

Segundo a diretora de Assistência Penitenciária da Agepen, Maria de Lourdes Delgado Alves, as iniciativas contribuem diretamente para o processo de reintegração social. “São atividades que visam à ressocialização, estimulando habilidades manuais, disciplina, criatividade e perspectivas positivas para o retorno ao convívio social”, destacou.


FONTE: Agepen
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