Programa ambiental garante preservação de 126 mil hectares no Pantanal
Primeira chamada do PSA Pantanal seleciona 45 propriedades e reforça política de conservação no bioma
Foto: Bruno Rezende/Secom
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O Governo de Mato Grosso do Sul anunciou os resultados da primeira chamada do PSA Pantanal, programa que paga agricultores por preservarem vegetação nativa além do mínimo legal. Das 71 inscrições, 45 propriedades foram selecionadas, protegendo 126.182,77 hectares de vegetação e recebendo compensações baseadas em critérios de conservação. A iniciativa visa unir produção econômica e preservação ambiental, com nova chamada programada para 2026. O programa faz parte de uma política pública permanente para proteger o Pantanal e contribuir com a biodiversidade e segurança hídrica.
O Governo de Mato Grosso do Sul apresentou o resultado final da primeira chamada do PSA Pantanal, programa que recompensa financeiramente produtores rurais que preservam vegetação nativa além das áreas obrigatórias previstas em lei.
Ao todo, foram registradas 71 inscrições de imóveis localizados no bioma Pantanal, das quais 45 propriedades foram selecionadas. Os produtores classificados receberão pagamento proporcional ao Índice de Serviços Ambientais (ISA), que considera critérios como conservação da vegetação, conectividade de habitats e relevância ambiental. O programa vai remunerar a proteção de 126.182,77 hectares de vegetação nativa.
Segundo o secretário da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, a iniciativa demonstra que é possível conciliar produção econômica e preservação ambiental. “O produtor rural se torna um parceiro estratégico na proteção do Pantanal, recebendo por serviços que beneficiam toda a sociedade”, afirmou.
Os proprietários selecionados serão convocados pela Funar para assinatura do Termo de Adesão, etapa que formaliza a participação no programa e viabiliza o pagamento pelos serviços ambientais prestados. Os imóveis que não atenderam aos critérios técnicos estabelecidos no edital foram desclassificados, garantindo transparência e segurança jurídica ao processo.
O secretário-adjunto da Semadesc, Artur Falcette, destacou a robustez técnica da seleção. “Critérios objetivos e análises geoespaciais deram credibilidade ao programa e permitem sua ampliação nos próximos anos”, explicou. Já a secretária-executiva da pasta, Ana Trevelin, ressaltou que o PSA Pantanal contribui diretamente para a manutenção da biodiversidade, da segurança hídrica e para a mitigação dos impactos das mudanças climáticas.
A segunda chamada do PSA Pantanal está prevista para 2026, com período de inscrições entre 23 de fevereiro e 6 de abril. Propriedades que não foram contempladas nesta primeira etapa poderão participar novamente, mantendo os mesmos critérios técnicos. De acordo com Verruck, o programa foi estruturado como uma política pública permanente, com foco na ampliação contínua da preservação do Pantanal sul-mato-grossense.
Sobre o PSA PANTANAL
O Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) é uma política pública que remunera produtores rurais pela preservação de áreas naturais que geram benefícios ambientais para toda a sociedade. No Pantanal, o incentivo é destinado a propriedades que mantêm vegetação nativa conservada além do exigido por lei, fortalecendo a proteção da biodiversidade, da água e do equilíbrio climático.