Motoristas aprovam greve e transporte coletivo de Campo Grande pode parar na segunda (15)

Categoria cobra pagamento de salário e 13º; serviço funciona normalmente por enquanto

Por Por Redação-

(Créditos: Reprodução)

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Os usuários do transporte coletivo de Campo Grande podem enfrentar problemas a partir de segunda-feira (15) se não houver um acordo entre o Consórcio Guaicurus e os trabalhadores sobre o pagamento do salário de dezembro, que estava previsto para o dia 5. Motoristas e profissionais do setor, insatisfeitos com o atraso e a pendência do 13º salário, aprovaram indicativo de greve em assembleia. O consórcio atribui a crise financeira à inadimplência do poder público em repasses, o que compromete o pagamento salarial e a continuidade do serviço. A prefeitura ainda não se manifestou sobre a situação.

Os usuários do transporte coletivo de Campo Grande podem enfrentar dificuldades a partir da próxima segunda-feira (15), caso não seja firmado acordo entre o Consórcio Guaicurus e os trabalhadores do setor para o pagamento do salário de dezembro.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo e Urbano de Campo Grande (STTCU), Demétrio Freitas, uma assembleia realizada na madrugada desta quinta-feira (11) aprovou o indicativo de greve para segunda-feira devido ao atraso no pagamento salarial, que deveria ter sido efetuado no último dia 5.

O encontro, realizado por volta das 4h30, reuniu motoristas e demais profissionais do transporte público, que também cobram o pagamento do 13º salário, cujo prazo final é o próximo dia 20. A categoria reforça que, sem a regularização imediata dos repasses, a paralisação será inevitável.

Apesar da decisão, o serviço de transporte coletivo opera normalmente nesta quinta-feira, enquanto se aguarda uma negociação entre trabalhadores, Consórcio Guaicurus e prefeitura.

Consórcio fala em crise financeira

Na última sexta-feira, o consórcio declarou enfrentar uma grave crise financeira. Conforme a empresa, o cenário decorre da inadimplência do poder público em relação aos repasses do Vale-Transporte, subsídios e outros componentes tarifários.

Ainda segundo o comunicado, a ausência desses recursos afeta diretamente a continuidade do serviço e o cumprimento das obrigações trabalhistas, como o pagamento dos salários e do 13º.

O histórico de conflitos entre as partes não é recente. Em 22 de outubro, motoristas atrasaram em cerca de 1h30 a saída dos ônibus das garagens em protesto pelo atraso no adiantamento salarial. Apesar de breve, a paralisação pegou muitos passageiros desprevenidos e causou transtornos nos terminais.

A prefeitura de Campo Grande foi questionada sobre o caso, mas ainda não se pronunciou. O espaço permanece aberto.