Conselho ambiental dá aval à 6ª fábrica de celulose de MS, a primeira com produção de celulose solúvel

Unidade deve gerar 12 mil empregos na implantação e 2 mil na operação em Bataguassu

Por Por Redação-

(Créditos: Divulgação)

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O Conselho de Controle Ambiental de Mato Grosso do Sul aprovou a Licença Prévia para a construção da fábrica de celulose da Bracell em Bataguassu, que será a sexta unidade do estado e produzirá celulose solúvel. O projeto envolve um investimento de R$ 16 bilhões, gerando 12 mil empregos na fase de implantação. A fábrica terá uma capacidade de produção de 5,52 milhões de toneladas por ano e consumirá 12 milhões de metros cúbicos de eucalipto anualmente. O Imasul deve emitir a Licença de Instalação até o fim de fevereiro, iniciando as obras após a elaboração do Plano Básico Ambiental em parceria com a comunidade local.

O Conselho de Controle Ambiental (Ceca) de Mato Grosso do Sul aprovou por unanimidade a Licença Prévia para a construção da fábrica de celulose da Bracell em Bataguassu. A deliberação ocorreu na manhã de sexta-feira (5), durante reunião virtual presidida pelo secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado, Jaime Verruck.

A conselheira Bruna Feitosa Beltrão Novaes, representante da Assomasul, foi a relatora do processo e apresentou voto favorável, seguindo o parecer técnico emitido pelo Imasul em outubro. O EIA/RIMA do empreendimento — um documento com 8.651 páginas — passou por audiência pública presencial em maio e cumpriu todo o roteiro exigido para o licenciamento ambiental de grandes projetos.

A nova fábrica será a sexta unidade de produção de celulose em Mato Grosso do Sul e terá um diferencial destacado por Verruck: “é a única que vai produzir também a celulose solúvel, utilizada na confecção de tecidos e outras finalidades. Ou seja: abre-se uma nova perspectiva na cadeia de celulose com essa fábrica”, afirmou.

Com a Licença Prévia, a Bracell está autorizada a seguir com os projetos de concepção e localização da planta industrial. O empreendimento prevê investimento de R$ 16 bilhões, geração de 12 mil empregos na fase de implantação e 2 mil vagas diretas na operação. A capacidade produtiva chegará a 2,92 milhões de toneladas ao ano de celulose kraft na Composição A, além de 2,6 milhões de toneladas anuais de celulose kraft e celulose solúvel na Composição B. O consumo projetado é de 12 milhões de metros cúbicos de eucalipto por ano, com cogeração elétrica a partir de caldeiras de recuperação, biomassa e turbogeradores que somam 462 MW.

Segundo Verruck, a expectativa é que o Imasul emita a Licença de Instalação até o fim de fevereiro, etapa que libera o início das obras. Até lá, será construído em conjunto com a população o Plano Básico Ambiental (PBA), “que é exatamente para avaliar quais são as infraestruturas sociais que nós vamos precisar colocar no município, para exatamente atender um projeto nessas dimensões”, explicou.

O EIA/RIMA detalha os impactos esperados e traz 26 programas de mitigação que deverão ser implementados pela empresa, entre eles: Plano Ambiental da Construção; Programa de Prevenção e Controle Ambiental das Empreiteiras; Programa de Desmobilização de Mão de Obra; programas de monitoramento de águas subterrâneas e superficiais; fauna e flora; resíduos sólidos; emissões atmosféricas; ruído; qualidade do ar; percepção de odor; além de ações nas áreas de saúde do trabalhador, educação ambiental, comunicação social, controle de tráfego, gestão de risco, e um Plano de Ação Emergencial.

A fábrica será instalada às margens da BR-267, cerca de nove quilômetros do centro de Bataguassu. Municípios como Água Clara, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo e Três Lagoas também devem ser diretamente impactados, já que atuarão como fornecedores de matéria-prima.