MS apresenta avanços climáticos na COP30 e oficializa adesão ao selo verde europeu

Equipe técnica de MS segue em agenda internacional para apresentar projetos ambientais e atrair investimentos

Por Por Redação-

(Créditos: Guilherme Lemos/Agrizone/Embrapa)

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Mato Grosso do Sul se destacou na COP30, apresentando seu compromisso com a sustentabilidade e crescimento econômico. O Estado aderiu ao selo verde da União Europeia, garantindo a qualidade de sua produção e reforçando a confiança dos mercados internacionais. A agenda climática inclui o programa MS Carbono Neutro, que busca neutralidade de carbono até 2030, e a implementação de práticas de economia circular. Mato Grosso do Sul também anunciou um projeto de mercado de carbono que visa captar investimentos para a conservação dos biomas e a criação da Lei do Pantanal, que busca preservar áreas nativas.

Apontado pela Embrapa como protagonista de uma “revolução silenciosa” no avanço da sustentabilidade, Mato Grosso do Sul levou ao palco da COP30 — realizada desde segunda-feira (10) em Belém (PA) — exemplos de que é possível conciliar crescimento econômico com preservação ambiental. Ao longo da Conferência, que segue até o dia 21, o Estado participou de debates e painéis apresentando sua estratégia de desenvolvimento baseada em responsabilidade ambiental, inclusão social, segurança alimentar e transição energética.

Durante o evento, o Governo Estadual formalizou a adesão de Mato Grosso do Sul ao selo verde da União Europeia, iniciativa que reforça o compromisso ambiental da produção local. Para o governador Eduardo Riedel, a certificação amplia a confiança dos mercados internacionais.

“O Mato Grosso do Sul aderiu ao selo verde, uma iniciativa da União Europeia junto com a Universidade Federal de Minas Gerais. E nós vamos garantir aos mercados europeus que a gente tem origem e procedência da nossa produção. É um acordo a partir das nossas próprias bases de produção e com garantia de manutenção do nosso mercado à comunidade europeia", destacou. Ele também avaliou a participação na COP30: "Finalizamos com um sentimento positivo em relação ao que Mato Grosso do Sul tem mostrado ao mundo, e tenho certeza que isso vai permanecer na diretriz de produzir com sustentabilidade, como a gente sempre fez. Agora demonstramos isso de maneira mais enfática para os mercados globais”.

Compromisso Carbono Neutro

A agenda climática do Estado se ancora no programa MS Carbono Neutro, que estabelece o compromisso de alcançar a neutralidade de carbono até 2030. A política orienta ações em diferentes áreas e coloca Mato Grosso do Sul entre os líderes nacionais em sustentabilidade.

Com 27% do território formado pelo Pantanal — onde 84% da vegetação permanece preservada —, 63% de Cerrado e 10% de Mata Atlântica, o Estado registra ainda a maior redução de emissões agropecuárias do país: queda de 51% entre 2006 e 2022. Outro marco é a matriz energética, formada por 94% de energia renovável.

“Falamos sobre o Mato Grosso do Sul, mostramos a nossa diretriz e rumo. Tivemos a oportunidade de mostrar para o mundo que a nossa agricultura é muito mais sustentável do que se fala muitas vezes nos mercados consumidores, nos grandes mercados, seja a Ásia, Europa ou os Estados Unidos. Eles estão tendo a oportunidade de ver um pouco mais in loco, de discutir as diversas tecnologias e como que o nosso processo de produção tem uma neutralidade maior, uma neutralidade maior de carbono, um balanço mais eficiente de carbono, como que a gente tem mantido os nossos biomas, é muito positivo”, afirmou Riedel.

Por dois dias, o governador participou de discussões ao lado do secretário Jaime Verruck e do secretário-adjunto Artur Falcette, ambos da Semadesc. As agendas ocorreram em espaços da FNP, Abema e na Agrizone da Embrapa, onde o Estado apresentou resultados e projetos estruturados com foco na sustentabilidade, no desenvolvimento econômico e na proteção ambiental. A equipe técnica permanece na Conferência com novas rodadas de apresentações e debates.

Na avaliação do secretário Jaime Verruck, a COP30 reforçou a relevância de práticas sustentáveis implementadas no Estado.
“Aqui na COP30 está muito evidente a discussão de economia circular. MS teve três empresas que foram selecionadas mostrando as práticas de referência, as chamadas boas práticas. Parabéns a Federação da Indústria Sul-mato-grossense que está na COP mostrando que pratica a economia circular, a sustentabilidade”, disse.

Projetos e políticas em destaque

Nas reuniões com representantes de grandes corporações internacionais, o governo apresentou avanços em logística reversa, manejo sustentável do solo e expansão de energias renováveis — área em que o Estado novamente se destaca, com 94% da matriz energética composta por fontes renováveis.

Entre os anúncios, chamou atenção o projeto do mercado de carbono estadual, com lançamento previsto para janeiro por meio de chamamento público voltado ao REDD jurisdicional. O mecanismo vai captar investimentos privados e destinar recursos a comunidades indígenas, ribeirinhas, produtores rurais e iniciativas municipais alinhadas com a conservação dos biomas. A medida integra o plano de neutralização de carbono até 2030.

Outro eixo das discussões foi o fortalecimento das políticas para o Pantanal sul-mato-grossense. Com apoio de diversos órgãos, o Governo instituiu a Lei do Pantanal, que define regras para o uso econômico do território e cria o Fundo Clima Pantanal. O instrumento pretende recompensar financeiramente produtores e comunidades tradicionais responsáveis por manter áreas nativas preservadas.

Com ações consolidadas, acordos internacionais e políticas climáticas robustas, Mato Grosso do Sul reforça sua posição como referência em sustentabilidade, transformando a preservação ambiental em desenvolvimento, geração de renda e oportunidades para a população.