MS apresenta na COP30 modelo de economia sustentável e meta de carbono neutro até 2030

Estado participa da conferência da ONU apresentando resultados do programa MS Carbono Neutro 2030 e práticas de agropecuária sustentável

Por Por Redação -

(Créditos: Divulgação)

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Mato Grosso do Sul participa da COP30 com propostas para demonstrar que é possível crescer economicamente preservando o meio ambiente. Com previsão de crescimento de 5% no PIB até 2025 e 17,2% no PIB agropecuário, o estado destaca seu plano MS Carbono Neutro 2030, que visa zerar as emissões líquidas de gases do efeito estufa até 2030. Iniciativas de baixo carbono estarão em evidência na Agrizone, e o governador e o secretário de Meio Ambiente participarão de diversos painéis sobre sustentabilidade e governança climática durante o evento.

Mato Grosso do Sul chega à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) com uma proposta ambiciosa: mostrar ao mundo como é possível crescer economicamente sem abrir mão da preservação ambiental. O evento, realizado em Belém (PA), reúne autoridades globais e coloca o Estado em posição de destaque por suas práticas de desenvolvimento sustentável.

Com previsão de crescimento de até 5% no PIB em 2025 — um dos maiores índices do país — e avanço expressivo de 17,2% no PIB agropecuário, Mato Grosso do Sul vem consolidando uma economia forte e em expansão. Agora, o desafio é mostrar que o progresso veio acompanhado da conservação ambiental. Essas respostas serão apresentadas durante os painéis da COP30 pelo governador Eduardo Riedel, pelo secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento, Jaime Verruck, e pelo adjunto Artur Falcette.

O destaque é o MS Carbono Neutro 2030, plano que orienta todas as políticas públicas do Estado com o objetivo de zerar as emissões líquidas de gases do efeito estufa até o fim da década. A estratégia combina técnicas de retenção de carbono e maior eficiência produtiva, permitindo que o Estado continue crescendo sem ampliar sua pegada ambiental.

Segundo o Governo do Estado, Mato Grosso do Sul já possui um inventário completo de emissões e vem aplicando soluções científicas e tecnológicas reconhecidas nacionalmente. A Embrapa classificou o movimento como uma “revolução silenciosa”, resultado da parceria entre poder público, produtores e institutos de pesquisa.

MS apresenta resultados na Agrizone

As iniciativas de agropecuária de baixo carbono do Estado serão apresentadas no espaço Agrizone, mantido pela Embrapa. Na quinta-feira (13), o governador Eduardo Riedel e o secretário Jaime Verruck detalharão a governança ambiental e os projetos que impulsionam o desenvolvimento sustentável.

Entre os números a serem mostrados está o crescimento de 500% na área florestal plantada em dez anos, fator que ajudou a atrair R$ 70 bilhões em investimentos privados, consolidando Mato Grosso do Sul como o maior polo de celulose do país.

Outro exemplo é o FCO Verde, linha de crédito voltada a projetos sustentáveis. Entre 2019 e 2024, o programa injetou R$ 360 milhões na agricultura de baixo carbono. Essas e outras iniciativas formam um ecossistema que une ciência, incentivos fiscais, crédito e políticas públicas em prol do desenvolvimento sustentável.

Participação em painéis estratégicos

Além da Agrizone, o governador participa, na quinta-feira (13), de um painel na Green Zone da Abema (Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente) sobre a Lei Geral do Licenciamento Ambiental e o papel dos estados na sua execução. Verruck, por sua vez, estará no painel “Inovação e Inteligência Ambiental: Tecnologia a Serviço da Sustentabilidade”.

Na quarta-feira (12), Riedel participa de um painel no espaço da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), onde abordará o fortalecimento da atuação de governos estaduais e municipais na governança climática internacional.

Encerrando a participação sul-mato-grossense, na sexta-feira (14), Jaime Verruck apresentará o programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) na Casa da Biodiversidade e Clima, da Abema. O secretário discutirá o papel do incentivo financeiro na mudança de comportamento e na preservação ambiental.