Mato Grosso do Sul enfrentará um trimestre de temperaturas acima da média e distribuição irregular de chuvas entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, segundo o Cemtec. A previsão aponta 70% de chance da ocorrência do fenômeno La Niña, que pode afetar tanto o volume de precipitações quanto as temperaturas, especialmente em dias com pouca nebulosidade. A média histórica de chuvas é de 500 mm a 700 mm, mas há incertezas quanto à sua distribuição. As temperaturas devem variar entre 24°C e 28°C, com possibilidade de calor intenso.
Mato Grosso do Sul deve enfrentar um trimestre com temperaturas acima da média e instabilidade na distribuição das chuvas, segundo previsão do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima). O período analisado vai de novembro de 2025 a janeiro de 2026, e há 70% de probabilidade de ocorrência das condições do fenômeno La Niña.
As projeções foram elaboradas com base em modelos climáticos da Organização Meteorológica Mundial (WMO), que consideram a previsão probabilística de precipitação e temperatura do ar.
Chuvas no período
De acordo com a média histórica da precipitação acumulada — que considera registros de 1981 a 2010 —, o volume esperado para o trimestre varia entre 500 mm e 700 mm em grande parte do Estado. No extremo nordeste, os índices podem chegar a 700 mm e 800 mm.
No entanto, o Cemtec alerta para incertezas na distribuição das chuvas, indicando a possibilidade de precipitação irregular, com volumes ligeiramente abaixo ou acima da média, conforme a região.
Temperaturas acima da média
A previsão também aponta para condições mais quentes que o normal em Mato Grosso do Sul. Historicamente, as temperaturas médias entre novembro e janeiro ficam entre 24°C e 26°C na maior parte do Estado e entre 26°C e 28°C nas regiões noroeste e nordeste.
Entretanto, os modelos indicam temperaturas do ar ligeiramente acima da média histórica, favorecendo períodos de calor intenso, especialmente em dias com pouca nebulosidade e ausência de chuva.
Influência do La Niña
Em relação ao fenômeno Enos (El Niño Oscilação Sul), o modelo climático indica 70% de chance de ocorrência do La Niña no trimestre. Segundo o Cemtec, o fenômeno pode provocar aumento das chuvas em algumas áreas e estiagem em outras, com temperaturas mais elevadas durante o dia.