Em 12 horas de chuva, Campo Grande registrou mais da metade do que era esperado para a primeira quinzena do ano

Alagamento em ruas, chuva intensa e diversos fatores aconteceram na capital

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Por redação

O balanço mais recente divulgado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) aponta que em 12 horas choveu mais da metade do que era esperado para a primeira quinzena de 2023 em Campo Grande.

Segundo boletim do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec/ MS), entre os dias dois e 18 de janeiro, eram esperados acumulados de chuvas significativos, de até 159 milímetros na capital.

Desde a meia noite, de acordo com dados do Cemadem, choveu em Campo Grande mais da metade do que era esperado para o período. No Jardim Panamá foi registrado 101 milímetros; No Bairro Santa Luzia, 110,8 milímetros e na região do Bairro Universitário o volume atingiu 94,2 milímetros.

Alerta – Até às dez horas, de quinta-feira (cinco), 45 cidades de Mato Grosso do Sul permanecerão sob alerta de chuvas intensas, que podem atingir de 50 a 100 mm/dia, com ventos entre 60 e 100 km/h.

Há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas. Em caso de emergência, a Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193) devem ser acionados.

"É muita água em pouco tempo", disse a meteorologista do Cemtec, Valesca Rodrigues. Volume próximo a esse foi registrado apenas em 18 de agosto do ano passado, quando foram 104 mm, e em 11 de março de 2021, com 102 mm. As chuvas começaram às cinco horas da manhã e estão caindo até a tarde deste quarta-feira (quatro), de forma ininterrupta.

Corpo de Bombeiros registrou 17 ocorrências de alagamentos em Campo Grande, sendo 11 no período da manhã e seis nesta tarde. Além disso, houve duas quedas de árvores.

Uma das áreas mais afetadas foi o entorno do córrego Segredo, no cruzamento das avenidas Euler de Azevedo e Rachid Neder, no bairro Monte Castelo. Um veículo BMW ficou submerso e o proprietário, o médico Fernando Pena, de 41 anos, ficou algum tempo sobre o capô do carro antes de ser socorrido por quem trabalha e mora na região.