Corpo e mente em forma: A importância da atividade física para a mente

Veja como a terapia e a prática esportiva, quando combinadas, auxiliam no tratamento da ansiedade

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Mais de um ano após o início da pandemia e do isolamento social, a população brasileira se viu afetada, de diversas maneiras, pelas consequências do coronavírus. Com o crescimento do cenário de incertezas, problemas como estresse, ansiedade, tristeza e medo aumentaram. Uma alternativa encontrada para diminuir o efeito dos sintomas, além da terapia, é a prática regular de exercícios físicos. Os benefícios de uma atividade física constante vão além dos ganhos em condicionamento e na composição corporal e refletem também na diminuição do estresse, no fortalecimento do sistema imunológico, aumento na produção de dopamina, noradrenalina e serotonina, além de combater a insônia e trazer a sensação de bem-estar e alívio dos sintomas de ansiedade e depressão.

“É preciso olhar tanto para o corpo quanto para a mente. Não se pode olhar para um sem olhar para o outro, não somos fragmentados”, explica a psicóloga Laura Savioly. Para ela, a terapia e a prática de exercícios físicos devem ser trabalhadas em conjunto, principalmente, para a melhora da saúde mental. “Ansiedade é viver no futuro, mas nós estamos no presente. Então, hoje, será que me falta algo? O corpo é temporal, mas a mente é atemporal. Ou seja, ela consegue se projetar para o futuro e a ansiedade se dá nessa projeção”, sintetiza a psicóloga.

De acordo com a profissional, a ansiedade, em quantidade saudável, não é maléfica, já que auxilia a pessoa a se preparar com antecedência para uma prova, um trabalho, ou qualquer outro desafio. Mas, a partir do momento que extrapola os limites, passa a gerar sofrimento e sentimentos de angústia, medo, tristeza, até alcançar o físico, provocando sudorese, tremores e alterações cardíacas. Em pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2020, o Brasil foi considerado um dos países com a população mais ansiosa do mundo: 9,3% dos brasileiros declararam possuir algum tipo de transtorno de ansiedade. Apesar de reconhecer o problema, muitos brasileiros não procuram tratamento, ou buscam orientação somente quando o quadro é grave.

Para Laura, a população deveria buscar ajuda no começo dos sintomas e aliar a terapia à prática de exercício físico. “A terapia ajuda a encontrar a causa real da ansiedade e a atividade física auxilia dentro dos estímulos, cria cargas de dopamina e trabalha o bem-estar”, esclarece.

A prática esportiva regular, além das melhorias físicas, aumenta a autoestima e possibilita a interação social com outras pessoas. Além disso, as pequenas conquistas durante o exercício servem de estímulo para realização de outras conquistas diárias, proporcionando um progresso na saúde mental.

A OMS recomenda que adultos façam atividade física moderada de 150 a 300 minutos, ou de 75 a 150 minutos de exercício físico intenso por semana, quando não houver contraindicação. A personal Danielle Leite aconselha que se procure uma atividade que não seja vista como uma obrigação. “Caso isso aconteça, pode ocorrer o efeito inverso, e a própria atividade física acaba sendo uma fonte de ansiedade”. Para ela, o ideal é encontrar uma modalidade que faça a pessoa se sentir bem, independente de qual seja.

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