Com sucesso do morango do amor, procura pela fruta cresce 50% na Ceasa de MS

Venda da fruta supera até datas como Páscoa e Dia das Mães; preço já subiu 35% em algumas bancas

Por Redação
29/07/2025 06h03 - Atualizado há 1 mês
Com sucesso do morango do amor, procura pela fruta cresce 50% na Ceasa de MS
(Créditos: Divulgação)
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A febre do "morango do amor", que viralizou nas redes sociais, gerou uma alta de até 35% no preço da caixa da fruta em Campo Grande, passando para cerca de R$ 38. A demanda foi tão intensa que a Casa do Morango vendeu cerca de 6 mil caixas em um único dia, superando datas tradicionais como Páscoa e Dia das Mães. O aumento na procura afetou o abastecimento, levando a algumas bancas a ficarem sem estoque. Apesar do reajuste nos preços, a Ceasa ainda oferece melhor custo-benefício em relação aos mercados convencionais.

A febre do “morango do amor”, sobremesa que viralizou nas redes sociais na última semana, já tem reflexos diretos no mercado atacadista de Campo Grande. Na Ceasa-MS (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul), a procura pela fruta disparou e provocou um aumento de até 35% no preço médio da caixa, que agora custa cerca de R$ 38.

Segundo o gerente da filial da Casa do Morango, Fernando Higa, o movimento surpreendeu até mesmo datas tradicionalmente fortes para o setor, como a Páscoa e o Dia das Mães. Só na manhã da última quinta-feira (24), a empresa estima ter comercializado cerca de 6 mil caixas da fruta.

“Tanto os supermercados, quanto o consumidor final estão vindo procurar aqui, acredito, que por causa do morango do amor. Na semana retrasada já sentimos um aumento, mas não foi tão significativo, mas a partir da semana passada o mercado sentiu bastante a procura, explodiu”, comenta Higa.

O aumento repentino também afetou o abastecimento. Algumas bancas tiveram estoques zerados, como a Girelli Comércio de Frutas e Verduras, que ficou sem morangos na quarta-feira (23). Segundo a empresa, novos pedidos já foram realizados e a previsão é de normalização ainda nesta semana.

A alta na demanda se refletiu diretamente nos preços. Higa explica que os principais estados produtores – São Paulo, Minas Gerais e os estados do Sul do Brasil – também registraram aumento de pedidos, o que provocou reajustes nas roças e, em seguida, no varejo.

“É a famosa lei da procura e da oferta. Teve bastante procura no produtor e ele acabou aumentando o preço lá na roça. Isso acaba impactando para nós que vendemos para o comércio”, afirma.

Mesmo com o aumento, o gerente avalia que comprar na Ceasa ainda oferece melhor custo-benefício em relação aos mercados convencionais.

A vendedora Giselle Tenório, da Girelli, confirma que a fruta vendida na empresa também vem de Minas e da Região Sul, e que o movimento cresceu devido ao sucesso do doce nas redes. Em tom descontraído, ela comenta: “Quem sofre é a maça do amor, que é pioneira, e agora está em desuso”, brinca.


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