Surto de sarampo na Bolívia acende alerta para vacinação em Campo Grande

Capital não registra casos desde 2021, mas mantém monitoramento ativo e doses disponíveis

Por Redação
27/07/2025 08h30 - Atualizado há 1 mês
Surto de sarampo na Bolívia acende alerta para vacinação em Campo Grande
(Créditos: Reprodução)

Embora Campo Grande não registre notificações de sarampo desde 2021, autoridades de saúde do município voltam a reforçar a importância da vacinação. O alerta ocorre após a confirmação de um surto da doença na Bolívia, país vizinho com regiões próximas à fronteira sul-mato-grossense.

O sarampo, causado pelo Morbillivirus, voltou a circular no Brasil em 2019, quando dois casos importados foram confirmados na Capital. No ano seguinte, mais dez pacientes testaram positivo para o vírus. Desde então, nenhuma nova ocorrência foi registrada no município.

Com a recente disseminação da doença em território boliviano, a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande reforça que a principal forma de prevenção é a vacinação. O imunizante — que também protege contra caxumba e rubéola — está disponível em todas as unidades de saúde da Capital.

“A orientação do Ministério da Saúde é que toda a população que tenha entre um e 49 anos de idade e não tenha registro vacinal, ou não sabe se possui as duas doses da vacina, buque uma das nossas USFs para garantir a imunização”, explica o diretor nacional do departamento nacional de imunização, Eder Gatti. A fala foi feita durante uma imersão sobre o vírus voltada a profissionais e estudantes da área da saúde.

Essa recomendação está relacionada à alteração no protocolo de vacinação ocorrida em meados dos anos 2000, quando a vacina deixou de ser aplicada em dose única e passou a exigir duas doses.

Eder Gatti também esclarece que, embora não haja registro de crise no estado, o momento é de sensibilização da população quanto à importância da prevenção.

Segundo a secretária municipal de saúde, Rosana Leite, a orientação é clara: “O imunizante está disponível e é aplicado em toda a população que não possui registro de duas doses. Aqueles que só têm conhecimento de uma dose aplicada, uma segunda é ministrada, caso não haja ciência da vacinação, o calendário completo será realizado”.


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