Quem nunca ouviu a pergunta “Qual o seu signo?”. Com o crescimento da internet, a astrologia nunca esteve tão em alta. Segundo a ferramenta Tubular Labs, entre 2016 e 2017, as buscas por vídeos de astrologia no YouTube aumentaram 67%. No Twitter, o assunto cresceu 300% no mesmo período. Além disso, de acordo com uma pesquisa do Peoplestroly, 40% dos millennials e 47% da geração “Z” acreditam plenamente em astrologia e tomam decisões baseadas na influência dos astros. Porém, o quanto disso é verdade e no que devemos realmente acreditar?
Segundo a astróloga Luiza Sbaraini, que desde 2018 trabalha com o assunto, podemos definir a astrologia como a relação do céu e da terra. “A partir dos movimentos dos planetas, podemos saber o que está acontecendo aqui na Terra também, tanto que a astrologia surgiu da observação do plantio e da colheita, surgiu da natureza”, explica. Além disso, podemos entender a astrologia como uma ferramenta de autoconhecimento e de direcionamento sobre a essência e o destino, tanto como indivíduo, quanto como sociedade.
O principal instrumento para analisar, individualmente, a relação entre os planetas e o indivíduo é o mapa astral. Nele, com a data de nascimento da pessoa, horário e local, é possível saber como os planetas estavam posicionados e com quais signos se relacionam melhor. “O maior benefício é o autoconhecimento. A segunda vantagem é entender ‘o que eu vim fazer?’, ‘qual meu propósito no mundo?’. E o terceiro benefício é começar a honrar e agradecer mais a vida que se tem, a família de onde se veio, passar a ver que tudo que foi feito para alcançar um propósito, um destino”, define Luiza.
A astróloga pontua que a astrologia não possui relação com a psicologia e, sim, estuda o comportamento e a relação com a natureza. Além disso, ao contrário do que é divulgado, principalmente nas redes sociais, a relação principal se dá pelos planetas, não pelos signos. “O signo é o complemento e o planeta é o ator”, pontua.
Segundo ela, cada posicionamento de astros no mapa possui um significado e uma atuação na vida. “O sol representa o espírito, mas pode representar o pai ou o cônjuge. O ascendente fala sobre a pessoa. O Mercúrio se refere à mente e à comunicação, como nos expressamos e como a adquirimos conhecimento. A lua é o nosso instinto, as emoções e as memórias. Vênus fala de autoestima e fé. Já Marte é ruptura, traição, acidente, tem o poder de transformação. Júpiter fala de dinheiro, de proteção, filhos e boa sorte. E Saturno é a barreira, é chronos, é o tempo, a morte, é o acabar”.
Além desses, Luiza explica que os planetas de Urano, Netuno e Plutão, como não são possíveis de enxergar, não afetam diretamente o mapa. Esclarece também que, com as informações obtidas pelo mapa astral, é possível saber todas as informações da vida, como quantidade de casamentos, filhos, períodos bons para ganhar dinheiro, momentos de doenças e, até, se a pessoa quiser saber, o dia da morte.
Para quem não acredita, Luiza diz que cada um possui suas crenças. “A gente não pode obrigar o outro a acreditar na nossa verdade, mas temos que abrir espaço. Sempre pergunto ‘Você não acredita porque não conhece ou porque você conhece e viu que não tem pé nem cabeça?’, ‘Qual é o motivo para não acreditar?’”. Para a astróloga, é importante conhecer a verdade para evitar informações incorretas e estereótipos por signos. “Você não é o seu signo solar, é o planeta que manda e todos temos os 12 signos. Por isso, é importante fazer o mapa, e fazer com uma profissional”, recomenda.
LINK|-|https://drive.google.com/file/d/1XZedFmbK8ZcEr2hufvsAHdBQIM7X0DP2/view?usp=sharing|-|Leia essa e mais matérias na 8° edição da CGCity!