Cerrado registra aumento de 25% no desmatamento em 2022

Ao todo, uma área de 10.688,73 km² foi desmatada

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Por redação

O desmatamento no Cerrado aumentou 25,29% no período de agosto de 2021 a julho de 2022. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), unidade vinculada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Ao todo, uma área de 10.688,73 km² foi desmatada.

Em 2021, a área em que houve supressão de vegetação nativa foi de 8.531,44 km². Os maiores percentuais de desmatamento foram registrados no Maranhão (26,51%), no Tocantins (19,9%) e na Bahia (13,36%).

Os dados foram verificados pelo Projeto de Monitoramento do Cerrado (Prodes), que mapeia a área das 126 órbitas/ponto da série Landsat que recobrem o bioma Cerrado. O programa identifica e quantifica as áreas maiores que um hectare onde a vegetação nativa foi suprimida, independente da utilização subsequente dessas regiões.

O cerrado é um dos mais ricos e importantes domínios naturais do Brasil, localizado em boa parte da região Centro-Oeste e também em partes das regiões Norte, Nordeste e Sudeste do país. Embora o seu ambiente apresente importantes funções ambientais para espécies animais, vegetais e também para nascentes e leitos de rios, seu processo de devastação se acentuou ao longo das últimas décadas e boa parte da formação original foi destruída.

As principais consequências do desmatamento do bioma envolvem a extinção de algumas espécies animais e vegetais com a perda da biodiversidade, além do impacto gerado sobre o leito de muitos rios importantes para o país, a exemplo do São Francisco, que passará a contar com cada vez menos nascentes. Outro efeito é a degradação de outros domínios naturais que dependem direta e indiretamente do bioma Cerrado, o que inclui, principalmente, o Pantanal.

Atualmente, o Cerrado é considerado um hotspot, termo que se refere ao conjunto de áreas do planeta com alta biodiversidade e que se encontram ameaçadas, carecendo de maior atenção a fim de manter a sua preservação. No Brasil, existe apenas mais um hotspot além do Cerrado, que é a Mata Atlântica. Espera-se que, em um futuro próximo, a devastação desse importante domínio natural seja totalmente interrompida e ao menos algumas partes de sua vegetação sejam reflorestadas e recuperadas.


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