Adriane Lopes é eleita 3ª vice-presidente da Frente Nacional de Prefeitos

Eleita por unanimidade, prefeita representa Campo Grande em entidade que reúne os maiores municípios do país

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Por Redação

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, foi eleita por unanimidade 3ª vice-presidente da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), durante a 87ª Reunião Geral da entidade, realizada nesta segunda-feira (7), em Brasília. Adriane, que foi reconduzida ao cargo na diretoria da FNP para o mandato 2025-2027, é uma das duas únicas mulheres eleitas prefeitas de capitais brasileiras. Junto com Emília Corrêa, de Aracaju, representa a minoria feminina nesse espaço de poder. “Quando as mulheres ocupam cargos e conquistam espaços de poder, estamos influenciando outras mulheres a querer estar nesses espaços. A presença feminina na gestão pública não é temporária; estamos exercendo um direito de maneira permanente. Esta eleição e posse como vice-presidente é motivo de orgulho e alegria, mas também de grande responsabilidade, pois Campo Grande terá uma representante nas discussões nacionais que impactam a vida das pessoas. Teremos uma cadeira em uma das principais entidades que defendem os interesses dos municípios e dos gestores públicos. A nossa capital tem muito a ganhar e vamos lutar ainda mais por benefícios para nossa cidade”, afirmou Adriane Lopes após a nomeação. Durante a abertura da reunião, ela também comentou os efeitos da Reforma Tributária nos municípios. “É um assunto necessário e que precisa ser discutido. A FNP representa 60% da população do Brasil e 72% do PIB nacional, e isso precisa ser levado em consideração. Precisamos avaliar e entender a força da FNP. É uma discussão importante. Campo Grande é uma das capitais do Brasil que será diretamente impactada, já que a maior arrecadação vem dos serviços. Na ponta, as pessoas ainda não compreendem plenamente e não foram impactadas pelas informações sobre essa transição que estamos prestes a iniciar. Nós, que estamos no mandato, seremos os responsáveis por dar início a uma transição que afetará diretamente a gestão das cidades e a vida das pessoas nos municípios. Ressalto a necessidade do suporte técnico que a FNP terá que oferecer aos municípios de grande, médio e pequeno porte. Vamos sentir na pele os impactos da reforma e precisaremos administrar essas mudanças. Para isso, será fundamental o apoio técnico. Coloco-me à disposição para integrar este comitê técnico. Já fomos ao Senado para discutir essa pauta com outros prefeitos”. A 87ª Reunião Geral da FNP segue até esta terça-feira (8), em Brasília, com debates voltados aos desafios fiscais das cidades e à governança do novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), previsto na Reforma Tributária. A nova diretoria da FNP para o próximo biênio ficou composta por: • Eduardo Paes (presidente – Rio de Janeiro) • Sebastião Melo (1º vice-presidente – Porto Alegre) • Ricardo Nunes (2º vice-presidente – São Paulo)
• Adriane Lopes (3ª vice-presidente – Campo Grande)