Por redação
O real digital será uma Central Bank Digital Currency (CBDC), uma moeda alternativa mas com o mesmo valor do dinheiro que temos, o real. Sua maior diferença entre a moeda atual e o real digital é que ele não poderá ser convertido em cédulas, o cidadão vai receber códigos gerados pelo BC indicando os valores.
A intenção do governo é que o real digital esteja incluso no dia a dia da população geral, fazendo compras, pagamentos, transações e investimentos. Uma das vantagens é seu uso em qualquer canto do mundo, sem precisar converter. Também beneficia o meio ambiente, reduzindo a emissão do papel moeda.
Segundo o BC, o real digital pode inibir a lavagem de dinheiro, estimular a inovação e aumentar a concorrência no ambiente virtual. Dados revelam que a digitalização do real já começou, apenas 3 % do dinheiro disponível para operação está em forma de papel.
Digitalmente, quase R$ 9 trilhões são depositados e negociados em transações por dispositivos móveis, que cresceram 35% de 2019 para 2020. Mais de 80% dos Bancos Centrais do mundo estão desenvolvendo moedas digitais.
Primeiro país a lançar uma CBDC, o dólar de areia foi de Bahamas, em 2020. Outros países que usam moedas digitais são China, Estados Unidos e Japão.
Como o real digital vai funcionar?
A CBDC brasileira será utilizada através de uma carteira digital que será de responsabilidade de outro banco, ou instituição financeira, autorizado pelo Banco Central. A moeda poderá ser utilizada em qualquer lugar do mundo, sem a necessidade de conversão — estimulando a inovação da economia e inibundo a lavagem de dinheiro.
A novidade também permitirá contratos financeiros mais eficientes através da blockchain. Segundo o Banco Central, além dos novos meios de utilização do dinheiro exclusivos do real digital, os atuais formatos também estarão disponíveis, como PIX, saque de dinheiro, pagamentos e transferências no geral.